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Safrinha do milho registra queda de 7,8%, aponta IBGE

Por Marcelo Justo 13 Setembro 2017 Publicado em Economia
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Safrinha do milho Safrinha do milho Reprodução

A previsão de produção da segunda safra (safrinha) do milho em Goiás no mês de agosto apresentou uma diminuição de 7,8% em relação a julho.


Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).


A queda foi consequência da falta de chuvas e do ataque de cigarrinhas, insetos que prejudicam as lavouras de milho. Mesmo com um valor inferior a julho, a estimativa é de uma alta de 109,5%, aproximadamente 8.160.925 toneladas, quando comparada à colheita no ano anterior, 3.894.516 toneladas.


“É algo que atinge com frequência a produção, mas não vai comprometer o resultado do Estado”, explica superintendente do IBGE em Goiás Edson Roberto Vieira.


A previsão mensal feita pelo órgão mostra que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas (categorias que incluem produtos como caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, cevada, girassol, sorgo, trigo) no Estado vai ser de 23 milhões de toneladas. O número é 35,9% maior que que o total do ano passado, que foi de 16,94 milhões de toneladas.


A estimativa da área que vai ser colhida é de aproximadamente 5,4 milhões de hectares. O valor é 6,3% ao ano passado, que chegou a 5 milhões de hectares. Ao contrário do milho, a segunda safra da cana-de-açúcar cresceu 6,9%. O feijão, que está na terceira safra, teve um aumento de 10,7%.


Goiás é o segundo maior produtor de feijão no país e domina 33,2% da produção nacional. Outro produto que se destaca no Estado é o girassol, cuja produção cresceu 63,3% e a previsão é que a produção total seja de 23.339 toneladas. O sorgo também sinalizou um aumento em relação ao ano passado, o valor registrado foi de 122% a mais.


Edson explica que a pesquisa é feita mensalmente e que especialistas na área são consultados pelo IBGE para analisar os números e ajudar na estimativa. O superintendente explicou que o primeiro passo é o levantamento das áreas plantadas, seguido pela produtividade de cada produto de acordo com a safra em que está.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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