Clima seco faz preços do café dispararem no início da tarde desta 2ª feira (15), e arábica sobe mais de 2 mil pontos
Os preços do café seguem com fortes avanços nas bolsas internacionais no início da tarde desta segunda-feira (15), com o arábica atingindo a alta de mais de 5% nos futuros próximos em NY. Segundo o Barchart, a falta de chuvas nas principais regiões produtoras de café do Brasil, antes do período crítico de floração dos cafeeiros, está impulsionando os preços.
Informações do portal internacional Bloomberg destacam que os contratos futuros do arábica ultrapassaram US$ 4 por libra pela primeira vez desde abril, devido as preocupações com oferta limitada e tensões comerciais."Analistas apontaram as tarifas americanas de 50% sobre muitos produtos brasileiros, incluindo o café, como outro fator que pode levar a um aperto extremo no mercado no curto prazo. A queda nos estoques é um sinal dessa restrição. A quantidade de grãos de arábica armazenados em armazéns portuários monitorados pela bolsa caiu para o menor nível desde maio de 2024", completou o portal.
Perto das 12h (horário de Brasília), o arábica avançava com 1.450 pontos no valor de 425,15 cents/lbp no vencimento de setembro/25, um ganho de 2.370 pontos negociado por 420,55 cents/lbp no de dezembro/25, e um aumento de 2.050 pontos no valor de 402,85 cents/lbp no de março/26.
Já o robusta trabalhava com a valorização de US$ 80 no valor de US$ 4,817/tonelada no contrato de setembro/25, um aumento de US$ 198 no valor de US$ 4,799/tonelada no de novembro/25, e um ganho de US$ 203 cotado por US$ 4,730/tonelada no de março/26.
Previsão do Climatempo aponta que o tempo seco deve predominar nas principais áreas cafeeiras do Brasil durante essa semana, com estimativa de chuvas de forma um pouco mais significativa nos últimos dias do mês de setembro.
Notícias Agrícolas
Escassez de mão de obra acelera mecanização da colheita de café
A cafeicultura brasileiravive um ponto de inflexão. Maiorprodutor e exportador mundial, o Brasil possui aproximadamente 2,22 milhões de hectares plantados com café(Arábica e Conilon), segundo dados daEmbrapa Café e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Aprodução ultrapassa 50 milhões de sacas por safra, mas apenas um quarto da área é mecanizada. O restante ainda depende do trabalho manual, que enfrenta um obstáculo cada vez mais crítico: a falta de mão de obra.
“Há uma carência muito grande, principalmente de trabalhadores qualificados para a colheita. Em algumas regiões, produtores chegam a buscar trabalhadores em outros estados, oferecendo uma série de vantagens durante a safra”, relata Ronaldo Goulart Magno Júnior, professor da Universidade Federal de Viçosa – Campus Florestal. Ele lembra que o trabalho manual é pesado, feito sob sol forte e, muitas vezes, em posição desconfortável, o que desestimula a permanência no campo.
O impacto no bolso é significativo. Conforme o professor, quase 50% do custo de produção do café vem da colheita, e a mecanização pode reduzir esse valor pela metade. Ele diz que enquanto um trabalhador experiente colhe manualmente de 6 a 10 medidas (60 litros cada) por dia, uma colhedora chega a processar até 100 medidas por hora, com possibilidade de seletividade — derriçando apenas frutos maduros, que garantem cafés de qualidade superior e maior valor de mercado.
Não por acaso, a mecanização avança em todas as regiões produtoras. Além das grandes propriedades, pequenos e médios produtores começam a se organizar em associações para adquirir máquinas em conjunto. Pesquisas para adaptar a mecanização a áreas inclinadas, microterraceamento e modelos mais compactos e versáteis também estão em curso.
Observando esta tendência, a empresa OXBO, fabricante de máquinas agrícolas desenvolveu e lançou no mercado uma colhedora de arrasto. Desenvolvida para atender especialmente médios e pequenos produtores, justamente onde o custo da colheita pesa proporcionalmente mais que nas grandes propriedades. “A ideia foi levar eficiência e cuidado com a lavoura, trazendo aos produtores uma opção viável de mecanização sem comprometer a qualidade dos frutos e com melhor custo-benefício”, afirma a diretora de vendas e marketing da divisão de frutas da Oxbo, Kathryn Vanweerdhuizen.
Com mão de obra escassa, custos altos e pressão por qualidade, o movimento é claro: mecanizar já não é tendência, é necessidade. E a corrida por soluções mais eficientes promete mudar o cenário das lavouras brasileiras nos próximos anos.
Agência 61
GRUPO É PRESO SUSPEITO DE FURTAR MAIS DE UMA TONELADA DE CAFÉ EM CAMPO ALEGRE DE GOIÁS
Um grupo formado por quatro homens foi preso nesta quinta-feira (24/7) suspeito de furtar 1,2 tonelada de café que da Fazenda Copacabana, na zona rural de Campo Alegre de Goiás. Segundo informações da Polícia Militar, a mercadoria está avaliada em R$ 44 mil.
A polícia chegou até o grupo após denúncia feita pela empresa onde eles trabalhavam. Durante a investigação, após confronto de informações entre os quatro suspeitos — todos funcionários da empresa proprietária da carga — os policiais conseguiram desvendar o esquema criminoso.
Durante a abordagem, eles confessaram o crime e informaram onde o produto estava escondido. Os foram ocultados em uma área de mata fechada, a cerca de 40 quilômetros do local do furto, ainda nas proximidades de Campo Alegre de Goiás. A carga foi imediatamente recuperada e apreendida.
Os quatro suspeitos foram detidos e conduzidos à delegacia da cidade. Além dos grãos de café, quatro celulares usados pelos envolvidos também foram apreendidos e apresentados à Polícia Civil, que dará prosseguimento aos procedimentos legais.
Fonte: Mais Goiás
FUNCIONÁRIO FURTA R$ 28 MIL EM CAFÉ PARA SUSTENTAR VÍCIO NO “JOGO DO TIGRINHO” EM MINEIROS
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Mineiros, com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), foi acionada nesta quarta-feira (25) para investigar o furto de uma grande quantidade de café beneficiado de uma empresa local. O prejuízo estimado é de aproximadamente 350 kg do produto, avaliado em R$ 28.000,00.
Logo após o chamado, os policiais iniciaram diligências, ouviram a vítima e representantes da empresa, conseguindo localizar o principal suspeito. Ele foi identificado como funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para o local do furto, o que facilitou o acesso ao café.
Ao ser conduzido à delegacia, o suspeito confessou os crimes e revelou estar viciado em apostas online, especificamente no jogo conhecido como “Tigrinho”. Para sustentar o vício, ele passou a subtrair cargas de café e revendê-las a empresários locais em troca de dinheiro.
Os receptadores citados também passarão a ser investigados e poderão responder judicialmente, conforme suas responsabilidades forem apuradas.
O inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para responsabilização penal dos envolvidos.
A Polícia Civil reforça seu compromisso no combate aos crimes patrimoniais e na proteção do setor produtivo da cidade.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CONSIDERA 3 MARCAS DE CAFÉ IMPRÓPRIAS PARA CONSUMO; VEJA LISTA
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma nova atualização de alerta de risco aos consumidores, destacando três marcas de café torrado que foram consideradas impróprias para o consumo humano. As marcas são Melissa, Pingo Preto e Oficial, que foram reprovadas após análises laboratoriais constatarem graves irregularidades nos produtos.
De acordo com o Mapa, as amostras dos cafés apresentaram presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido, além de níveis de micotoxinas superiores aos tolerados pela legislação brasileira. Tais substâncias representam riscos à saúde e indicam que os produtos não atendem aos requisitos de identidade e qualidade estabelecidos pela Portaria nº 570, de 09 de maio de 2022.
Diante das evidências, os produtos foram reprovados no teste e as empresas responsáveis foram oficialmente notificadas. O Ministério também determinou o recolhimento imediato dos lotes irregulares.
Orientações ao consumidor
O Mapa orienta que os consumidores que tenham adquirido os produtos dessas marcas de café consideradas impróprias para o consumo interrompam imediatamente o uso. Os interessados podem exigir a substituição ou devolução dos valores pagos, com base no Código de Defesa do Consumidor.
Caso esses produtos ainda estejam sendo comercializados, o Ministério solicita que a ocorrência seja reportada por meio do canal oficial Fala.BR, informando o nome e o endereço do estabelecimento onde a compra foi realizada.
Fonte: Mais Goias
O ovo de galinha e o café moído, dois produtos tradicionais da mesa do brasileiro, registraram inflação de dois dígitos em fevereiro, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta quarta (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta dos preços do ovo foi de 15,39% no mês passado. É a maior inflação mensal desde o início do Plano Real. Na série histórica do IPCA, uma elevação mais intensa do que essa havia sido registrada em junho de 1994 (56,41%), antes de o real entrar em circulação.
Já o café moído teve inflação de 10,77% em fevereiro, a maior em 26 anos, desde fevereiro de 1999 (12,55%).
O café está em trajetória de alta no IPCA desde janeiro de 2024. Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, problemas de safra têm levado a uma disparada das cotações no mercado internacional.
“O café teve quebra de safra no mundo, e a gente continua com essa influência”, disse Gonçalves.
Há uma combinação de fatores pressionando os preços dos ovos. O técnico citou três questões: a maior demanda em razão do retorno das aulas no país, as exportações devido a problemas de gripe aviária nos Estados Unidos e os impactos do calor na oferta no Brasil.
“O tempo quente influencia a produção dos ovos, o bem-estar das aves”, afirmou.
Ovo: pressão sobre inflação
Os dois produtos pressionaram a inflação do grupo alimentação e bebidas no IPCA. A alta dos preços desse segmento foi de 0,70% em fevereiro. A taxa, contudo, foi menor do que a de janeiro (0,96%).
As quedas dos preços de alimentos como batata-inglesa (-4,10%), arroz (-1,61%) e leite longa vida (-1,04%) ajudaram a conter o resultado de alimentação e bebidas.
Em 12 meses, a inflação acumulada pelo segmento está em 7%. É a maior dos nove grupos do IPCA, seguida pela alta de educação (6,35%).
A carestia da comida virou dor de cabeça para o governo Lula (PT) em um momento de queda da popularidade do presidente.
Em busca de uma redução dos preços, o governo anunciou que vai zerar a alíquota de importação de produtos como carne, café, milho, óleos e açúcar.
Associações de produtores, por outro lado, afirmaram que a medida é inócua. A ausência de fornecedores competitivos é apontada como uma das explicações para essa análise.
Mais Goiás
Carne bovina subiu 40% em dezembro no Centro-Oeste; café se destacou como líder de altas em 2024 no Brasil
O consumidor brasileiro enfrentou um amargor extra no bolso com o preço do café em pó e em grãos ao longo de 2024, desembolsando até 46,1% a mais pelo produto. É o que revela a nova pesquisa “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizada pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados especializado. Segundo o levantamento, o preço médio do café subiu de R$ 36,89, em dezembro de 2023, para R$ 53,90 em dezembro de 2024
O item liderou a lista de maiores aumentos de preços no ano passado, figurando consistentemente entre as cinco maiores variações e sendo até comparado ao "novo azeite" em termos de impacto no orçamento dos consumidores. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra do grão no ciclo de 2024 foi estimada em 54,2 milhões de sacas de 60 quilos, indicando uma redução de 1,6% em relação ao volume produzido em 2023.
Em seguida ao café, outros itens registraram grandes variações de preços em 2024, como óleo de soja (37,3%), carne suína (35%), ovos (31,2%) e carne bovina (24,2%), nesta ordem.
Maiores altas em dezembro no país
Especificamente, em dezembro de 2024, a carne suína liderou as variações de aumento de preço em todo o país. A proteína registrou elevação de 12,1%, com o preço médio subindo de R$ 18,55, em novembro de 2024, para R$ 20,79 neste último monitoramento. Na sequência, aparecem os ovos (9,6%), óleo de soja (8%), carne bovina (7,9%) e café em pó e em grãos (5,9%).
“Podemos observar um reflexo do incremento na demanda nos varejos durante as festividades de fim de ano, combinado a fatores sazonais que impactam diretamente os custos”, explica Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da empresa. “Por outro lado, a alta nos preços de itens como ovos, óleo de soja e café demonstra uma pressão inflacionária mais ampla no setor de alimentos, exigindo atenção redobrada de varejistas para ajustar estoques e minimizar rupturas no abastecimento.”
Variações de preços em dezembro Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste, as maiores variações de alta de preço ocorreram nas seguintes categorias: detergente líquido (49,1%); carne suína (40%); café em pó e em grãos (13,2%); carne bovina (11,8%) e óleo de soja (8,8%). Já as principais quedas se concentraram nestas categorias: legumes (-13,2%); farinha de mandioca (-4,0%); pão (-3,7%); leite UHT (-3,1%) e queijos (-2,1%).
Jornal Somos
Preço do café vai aumentar até 40% em janeiro; saiba o motivo
O preço do café vai aumentar até 40% em janeiro em razão de uma decisão tomada pelas principais marcas do produto no Brasil. A informação foi apurada pelo jornal Folha de S. Paulo, a partir de comunicados internos aos quais teve acesso com exclusividade. O argumento para promover o reajuste é a disparada na cotação do grão no mercado global.
O grupo 3corações, líder do setor, comunicou seus revendedores sobre um reajuste de 20% para café torrado e moído e em grãos a partir de dezembro, além de um novo repasse de 21% em 1º de janeiro de 2025.
Em comunicado enviado aos seus clientes, a empresa cita a alta histórica dos preços do café nas últimas semanas, ocasionada “por um conjunto de fatores climáticos, que se intensificaram nos últimos meses”.
O documento ainda informa sobre aumentos para outros tipos de produto, a saber: em dezembro, 10% para solúveis; em janeiro, 11% para solúveis, 11% para cápsulas e 11% para cappuccinos.
A JDE (Jacobs Douwe Egberts), vice-líder do setor, decidiu reajustar os preços, em média, em 30% a partir de 1º janeiro. A empresa, que é dona de marcas como Pilão, L’Or e Maratá, também cita as altas da matéria-prima como justificativa para o aumento.
No comunicado confidencial enviado aos seus revendedores, a JDE diz que os percentuais de cada tipo de produto, marca e região serão informados até janeiro. A empresa diz ainda que pode haver “novas atualizações de preço a partir de fevereiro”.
Alta no preço do café era esperada
A disparada dos preços, apesar de impressionante, não é inesperada. Ao menos desde outubro, como publicado pelo Café na Prensa, já havia fortes sinais de que os preços continuariam em alta por causa dos problemas relatados nas lavouras.
No início de novembro, o CEO do grupo 3corações, Pedro Lima, disse em entrevista que o preço sofreria reajuste, a fim de “equilibrar a situação de mercado”.
“Nós ainda estamos repassando devagar porque o consumidor não aguenta, e [porque nem] os concorrentes nem o trade deixam”, disse Lima na ocasião.
Mais Goiás
Seca intensa tira até 100% de produtividade de cafeicultores em regiões-chave de produção no Brasil
Um prejuízo de 70 sacas por hectares é o que calcula o produtor de café da cidade de Ilicínea, sul de Minas Gerais, Joaquim Ribeiro de Almeida. A lavoura de quase 5 anos de acauã novo não resistiu a falta de chuva, e já não irá produzir nada na safra 2025. "Minha produção é familiar. Em abril, essa mesma lavoura estava ótima e promissora, mas a seca destruiu tudo em poucos meses e agora já não consigo produzir café para o próximo ano. Vou voltar a ter qualidade nesta produção só em 2027", relatou o cafeicultor.
De acordo com o que mostra o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com exceção do áreas no Triângulo Mineiro e de municípios a sudeste, o estado de Minas Gerais de forma geral tem uma anomalia de precipitação negativa que se estende desde maio e até mesmo desde de abril para algumas localidades. Nos últimos 30 dias, o estado mineiro teve registros de chuvas apenas em municípios do centro-leste, mas com baixos volumes de no máximo 20 milímetros durante todo o mês, e para o extremo sul, onde a precipitação variou entre 30 e 70 milímetros, mas em poucas áreas.
Apesar de ser considerado por muitos especialistas como resiliente, ou seja, possuir grande capacidade de se adaptar às condições que lhe forem impostas, o café está sentindo os efeitos das altas temperaturas registradas nos últimos meses no Brasil. As principais áreas cafeeiras do interior do país (São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo) estão sem chuva significativa há mais de 130 dias.
Ainda não é possível mensurar os prejuízos da safra de 2025, especialmente dado que floradas significativas não foram reportadas, mas a quebra começa a se tornar cada vez mais uma realidade com uma estimativa de até 20% nas futuras peneiras.
O engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, Alysson Fagundes, contou que a Estação Meteorológica da Fazenda Experimental de Varginha -MG está vivendo o pior déficit hídrico para este período da história de 50 anos. "É um déficit hídrico muito precoce. As lavouras novas são mais prejudicadas e já perderam e estão perdendo safra. As lavouras mais velhas estão entrando nesse processo de perda de safra agora, nesse momento", apontou o engenheiro.
De acordo com Haroldo Bonfá, da Pharos Consultoria, a florada do Robusta/Conilon está bem avançada, porém, há necessidade de chuvas para garantir sua continuidade e resultados futuros. Já a do arábica deve começar nos próximos dias, e a falta das precipitações pode proporcionar um atraso na floração e, até mesmo, um problema de maturação do grão.
Para tentar mitigar os problemas climáticos muitos produtores estão investindo pesado na irrigação, mas seguem vivenciando o estresse hídrico. "Seca continuada é terrível, todo esforço dos últimos anos dos produtores acaba sendo prejudicado, pois a irrigação em si não é suficiente para qualidade da produção do café", explica Lúcio Dias, cafeicultor e analista de mercado.
Dias destaca ainda que apesar dos cafeicultores estarem mais capitalizados para se defenderem via mercado, e mesmo diante da volatilidade dos preços nas bolsas de Nova York e Londres, o produtor encontra um mercado interno com bons preços para negociação, já que a seca e as altas temperaturas trazem insegurança e seguem pautando a movimentação dos valores dos vencimentos futuros.
"Esperamos que o clima se normalize para que possamos seguir atendendo o mercado que conquistamos com muitas dificuldades durante estes anos", completou o cafeicultor.
Para os especialistas, o cafeicultor deve começar a planejar e adotar medidas preventivas de longo prazo, pois assim é possível amenizar os impactos das altas temperaturas nas lavouras para os próximos anos. O engenheiro Alysson destacou que um tratamento das dos cafezais com matéria orgânica pode ser eficaz diante do tempo seco.
“Aumentando o teor de matéria orgânica do solo, fazendo equilíbrio de bases, essas bases cálcio, magnésio e potássio em camadas mais profundas, tudo isso aguenta a seca e é eficaz até um déficit hídrico de 150 milímetros. Acima disso aí tem que fazer uso da irrigação para salvar a lavoura", completou.
Já para o cafeicultor Lúcio Dias, a conscientização do produtor para o uso de projetos sustentáveis nos cafezais iriam contribuir para o meio ambiente e para mitigar cada vez mais os problemas climáticos frequentes no Brasil. "Se o produtor faz uma reserva de água na sua propriedade, uma represa ou acervo, já contribui no sistema de irrigação e diminui os custos finais e os impactos do clima em seu cafezal", sugeriu.
Notícias agrícolas
Um estudo preliminar realizado por pesquisadores brasileiros do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) revelou que o aroma do café pode ser uma aliada poderosa na redução do vício do tabagismo. A pesquisa, realizada com 60 fumantes, mostrou que a inalação do aroma do pó de café pode diminuir significativamente o desejo de fumar.
Os pesquisadores do IDOR descobriram em 2014 que a fragrância do café ativa uma região específica no cérebro associada ao sistema de recompensas, especialmente o núcleo acumbens, similarmente ativado por substâncias psicoativas como a cocaína. Segundo Silvia Oigman, pesquisadora do IDOR e diretora científica da startup de biotecnologia Café Consciência, essa descoberta foi o ponto de partida para investigar o potencial terapêutico do aroma do café no combate ao tabagismo.
O estudo mais recente, realizado em 2022 com 60 fumantes, mostrou resultados promissores. Metade dos participantes expostos à fragrância do café voltou a fumar, em comparação com 73,3% daqueles expostos a uma fragrância neutra à base de sabão. Embora os números não tenham alcançado significância estatística, indicam um potencial real da abordagem.
Apesar dos desafios, como a perda de volatilidade das fragrâncias ao longo do tempo, os pesquisadores estão otimistas. O próximo passo é desenvolver uma formulação terapêutica à base de voláteis de café, que será adaptada em um dispositivo eletrônico para um novo ensaio clínico com um maior número de fumantes. A expectativa é que essa fase seja concluída antes de 2026.
Os investimentos da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) no valor de R$ 373 mil foram essenciais para o desenvolvimento da pesquisa. Os resultados obtidos até agora foram tão promissores que o grupo depositou e teve concedidas nove patentes nos Estados Unidos, Europa e Ásia, com mais três em andamento em diferentes países.
O tabagismo continua sendo um grave problema de saúde pública em todo o mundo, com mais de 1,25 bilhão de adultos usuários de tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O vício do tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas anualmente, tornando essencial a busca por novas soluções terapêuticas, como a utilização do aroma do café, para ajudar na luta contra esse problema global.
Olha Goiás
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