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Expansão do agro sustenta economia de Goiás, aponta IMB

Por Carlos André 10 Abril 2026 Publicado em Estado
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Expansão do agro impulsiona economia de Goiás

Expansão do agro sustenta o crescimento econômico de Goiás em 2025, conforme dados do Instituto Mauro Borges divulgados nesta quinta feira (9), consolidando o setor como principal motor da atividade produtiva no estado. O cenário é de avanço consistente na produção, aumento das exportações e melhora da renda, embora acompanhado por pressões de custos e desafios estruturais que exigem atenção do produtor rural.

A economia de Goiás registrou crescimento de 3,8% no PIB, superando os 2,3% do Brasil. Em valores correntes, o estado atingiu R$ 389,6 bilhões, com participação de 3,1% na economia nacional. A base desse desempenho foi, mais uma vez, a agropecuária.

 

Expansão do agro lidera crescimento econômico

A expansão do agro foi o principal vetor de crescimento em 2025, com avanço de 20,4% na agropecuária, puxado pelas lavouras temporárias. As culturas de soja e milho lideraram esse movimento, com altas de 19,7% e 22,4%, respectivamente, consolidando Goiás como um dos principais polos agrícolas do país.

Outras cadeias também apresentaram desempenho relevante, como trigo, sorgo e girassol, refletindo ganhos de produtividade e expansão de área. Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o quarto trimestre registrou retração de 8,6%, pressionado pelo aumento dos custos intermediários, especialmente insumos. Esse dado indica que, embora a produção avance, as margens tendem a ficar mais apertadas.

Economia de Goiás e exportações do agro

No comércio exterior, o protagonismo do agro se intensifica. Goiás exportou US$ 13,41 bilhões em 2025, com crescimento de 8,9% e superávit de US$ 8,05 bilhões. O agronegócio respondeu por mais de 80% da pauta exportadora, com destaque para o complexo soja, carnes e milho.

A China segue como principal destino, absorvendo 43,4% das exportações. Esse nível de concentração garante competitividade e escala, mas também aumenta a exposição a oscilações de demanda e preços no mercado internacional, além de riscos geopolíticos e cambiais.

IMB aponta desafios: custos, crédito e inflação

Apesar do desempenho robusto, o relatório do Instituto Mauro Borges destaca um ambiente de maior pressão financeira. O crédito cresceu 5,0%, mas a inadimplência alcançou 5,8%, com maior impacto entre pessoas físicas, o que indica dificuldades no fluxo de caixa de parte dos produtores.

No campo inflacionário, houve desaceleração importante nos alimentos, com alta de apenas 1,28%, o que reduz o repasse de preços ao consumidor. Por outro lado, custos estruturais seguem em elevação, com destaque para energia elétrica, transporte e habitação. Esses itens afetam diretamente o custo de produção e a logística, impactando a rentabilidade no campo.

Indústria e serviços na economia de Goiás

A indústria cresceu 2,2% em 2025, com destaque para o segmento de máquinas e equipamentos, que avançou 25,8%. Esse movimento indica maior investimento em mecanização e tecnologia, reforçando o processo de modernização do agro.

O setor de serviços apresentou estabilidade, mas com crescimento relevante no transporte, essencial para o escoamento da produção agrícola. Esse desempenho mostra que, embora o agro lidere, há efeitos positivos em cadeias ligadas à produção rural.

Mercado de trabalho e renda no agro

O mercado de trabalho em Goiás encerrou o ano com 3,87 milhões de ocupados e taxa de desemprego de 3,9%, a menor em mais de uma década. No entanto, na agropecuária, observa-se redução de 17% na ocupação desde 2018, reflexo direto do avanço da mecanização e da produtividade.

Ao mesmo tempo, a renda média chegou a R$ 3.794, acima da média nacional, sustentando o consumo interno e beneficiando setores ligados ao agronegócio.

Expansão com maior exigência de gestão

A expansão do agro mantém Goiás em posição de destaque no cenário nacional, com crescimento consistente e forte inserção no mercado internacional. No entanto, o ambiente econômico se mostra mais complexo, exigindo maior eficiência na gestão da propriedade rural.

O produtor enfrenta um cenário de alta produtividade, mas com pressão sobre custos, maior risco financeiro e dependência de mercados externos. Nesse contexto, estratégias como controle rigoroso de despesas, uso de tecnologia e diversificação de mercados tornam-se fundamentais para sustentar a rentabilidade no médio e longo prazo.

 

Este conteúdo é de responsabilidade do site Rio Verde Rural. Para reprodução, é necessário citar a fonte: www.rioverderural.com.br, conforme a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98)

 
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