A nova estrutura aérea, que se junta a outras duas pistas na mesma localidade, está situada ao lado da antiga pista Xerife, no sentido Planalto Verde, em áreas cedidas pelos produtores Marcelo Tristão e Grupo Rodrigues (representado por Silvano Rodrigues e Silvanildo Rodrigues).
Colaboração Essencial de Produtores e Entidades
A área total dedicada à pista soma aproximadamente 3 hectares. Jonny Chaparini detalhou o gesto dos proprietários: “Cada um cedeu aí 15 metros da cerca, num total de 3 hectares, aqui no município de Montividiu.” Ele ressaltou o objetivo central: “Concederam essa área para construir essa pista, para atender nossos produtores com mais rapidez.”
Ruy Alberto Textor, o Beto da Aerotex, também expressou seu agradecimento, reconhecendo a importância da iniciativa. “Primeiramente, gostaria de agradecer ao Silvano, ao Marcelo e ao Silvanildo, pela colaboração da área, para a gente reativar aquela pista antiga que tinha naquela região e que é de suma importância para o município, para os produtores rurais, principalmente nessa época de incêndios, que nós estávamos descobertos ali de pista. Agradecer a prefeitura e o sindicato rural de Montividiu.”
Janslei Andrade, coordenador da Aerotex, reforçou: “Queremos parabenizar a iniciativa dos Produtores Silvano e Silvanildo (Grupo Rodrigues) juntamente com o Marcelo Tristão que se uniram e disponibilizaram uma parte cada um de suas áreas para criar uma nova pista em nossa região que estará disponível para uso durante as aplicações e durante os combates a Incêndios.”
Foco na Segurança e Combate a Incêndios
A pista foi estrategicamente planejada para otimizar o combate aos focos de incêndio, que causam grandes prejuízos à agricultura.
Jonny Chaparini explicou que a localidade conta agora com três pistas encostadas, cada uma com um sentido diferente. A razão é estritamente técnica e de segurança: “Porque na época de correr para apagar fogo, a gente tem uma velocidade do vento, e as aeronaves para fazer a decolagem ou a aterrissagem, tem que ter um certo velocidade do vento que atrapalha eles decolar ou aterrizar. Então, as pistas, todas as três que estão aqui nessa localidade, elas têm um sentido, que dá mais viabilidade, mais facilidade aí para a segurança dos pilotos,” afirmou o presidente do Sindicato Rural.
O produtor rural fez um alerta sobre as principais causas dos incêndios na região, destacando a necessidade de conscientização e melhorias na infraestrutura.
Chaparini apontou que muitos focos “sempre acontecem por falta de manutenção e limpeza das redes de energia da Equatorial,” e que essas redes, muitas vezes sucateadas e antigas, precisam ser renovadas. Ele mencionou que a cobrança por substituição de redes já resultou na troca de uma que liga Montividiu a Planalto Verde.
Além das redes elétricas, ele listou outras causas comuns: “bituca de cigarro, uma faísca de um caminhão que está trafegando aí nas rodovias, que está transportando cereais, e um saquinho de plástico aluminizado que joga.”
Prejuízo Rural e Conscientização
Chaparini fez questão de frisar o quão destrutivo o fogo é para a atividade agrícola. “Para nós produtores rurais, fogo é nosso inimigo,” declarou. Ele salientou o cuidado que os produtores têm com a propriedade, mantendo aceiros e limpeza sob as redes, e preservando as nascentes.
O prejuízo de um incêndio vai além da perda imediata. “Onde tem um foco de incêndio, nós podemos perder até 10 a 12 sacos de menor produtividade,” alertou, explicando que o fogo “queimou a matéria orgânica, acabou com a vida biológica do solo, e nos custa mais caro para recuperar esse solo.” Para o produtor, o solo é visto como uma “poupança de investimento”, e a manutenção da matéria orgânica é essencial para “sempre colher bons resultados.”
A nova pista, portanto, representa um investimento em agilidade e segurança, mitigando os graves riscos e prejuízos que a temporada seca impõe aos produtores de Montividiu.
Fonte: Rioverderural



































