A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as ações de vigilância e controle da raiva dos herbívoros após a morte de seis bovinos em Goiás no intervalo de dez dias.
O primeiro caso foi confirmado no dia 5 de agosto e o mais recente em 15 de agosto. Cinco animais morreram em quatro propriedades de Carmo do Rio Verde, no Centro-Norte do Estado, e um em Silvânia, no Sudeste goiano.
Com esses registros, Goiás soma 39 notificações da doença neste ano, das quais 15 tiveram resultado positivo. A doença é considerada endêmica no Estado, alerta o gerente regional da Agrodefesa, Giovani Miranda. “O clima tropical e a presença do morcego hematófago, que faz parte da fauna local, tornam a raiva uma ameaça permanente. É fundamental que os produtores compreendam essa realidade e invistam na prevenção”, destacou.
Rio Verde segue sem casos
De acordo com Giovani Miranda, gerente regional da Agrodefesa, não há registros na regional de Rio Verde até esta segunda feira (18), mas a prevenção deve ser prioridade.
A orientação aos produtores é clara: vacinar todos os animais suscetíveis, principalmente aqueles que apresentarem sinais de ataque por morcegos hematófagos. “A prevenção é o melhor remédio contra a raiva”, reforçou Giovani.
A Agrodefesa permanece à disposição para esclarecer dúvidas e orientar a população e a cadeia produtiva sobre medidas de controle e imunização.
O gerente lembra ainda que sinais como mordidas de morcegos — conhecidas como espoliações — devem acender o alerta imediato no produtor. “Se houver marcas de espoliação, a vacinação é indispensável para evitar a disseminação do vírus.
O produtor precisa monitorar seus rebanhos, observar alterações de comportamento, salivação excessiva e dificuldade de locomoção. Qualquer suspeita deve ser comunicada à Agrodefesa. A notificação não gera multa, mas é essencial para agirmos rápido”, explicou.
Equipes da Agência estão mobilizadas em um raio de 12 quilômetros dos focos, realizando vacinação assistida, monitoramento epidemiológico e ações para localizar e controlar abrigos de morcegos hematófagos.
A Agrodefesa também promoveu palestras com produtores e autoridades locais sobre os sinais clínicos da doença e as medidas de prevenção.
A raiva é uma zoonose transmitida principalmente pela mordida de morcegos infectados. Entre os sinais clínicos estão salivação intensa, incoordenação motora, paralisia e morte em poucos dias.
A Agrodefesa reforça que notificações podem ser feitas pelo sistema e-Sisbravet, nas Unidades Operacionais Locais ou pelo telefone 0800 646 1122. Em áreas urbanas, morcegos com comportamento anormal devem ser comunicados à Secretaria Municipal de Saúde. Em hipótese alguma o animal deve ser manipulado por pessoas sem treinamento.
“Nosso papel é dar resposta rápida e proteger a pecuária e a saúde pública. Contamos com o apoio dos produtores, porque juntos conseguimos reduzir os riscos. A raiva não pode ser erradicada, mas pode ser controlada com responsabilidade e prevenção”, concluiu Giovani Miranda.
fonte: www.rioverderural.com.br





