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Após 49 dias, Polícia Civil de Goiás decide pela suspensão da greve

Por Eduardo Candido 30 Agosto 2012 Publicado em Segurança
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Após 49 dias, Polícia Civil de Goiás decide pela suspensão da greve Ilustração/Eduardo Candido

A Polícia Civil de Goiás decidiu suspender a greve, que completou 49 dias nesta quarta-feira (29). A decisão foi tomada durante assembleia nesta tarde com membros da categoria. O serviço deve ser normalizado ainda nesta quarta. O governo ofereceu reestruturação da carreira e um plano de bônus, que varia de 5% a 20%, dependendo do salário.

A votação a favor da suspensão, segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Rainel Mascarenhas, foi quase que unânime. "Alguns pontos precisam ser apresentados na Assembleia Legislativa sobre readequação de níveis na carreira. A promessa do governo é que vai ficar da maneira que nós queremos, pelo menos nessa parte. É importante visar que optamos pela suspensão e se algum dos pontos acordados forem desrespeitados vamos retomar a greve", declarou Mascarenhas.

Por causa da paralisação, muitos casos ficaram sem ser investigados. Como incêndio na casa da costureira Neuriane Souza dos Santos. A residência, que pegou fogo há aproximadamente um mês, não passou por perícia porque ela não conseguiu registrar a ocorrência na delegacia.

Ainda abalada por causa da perda do filho, uma semana antes do incêndio, ela não sabe quando voltará a trabalhar, já que suas máquinas foram destruídas pelo fogo. “Eu não sei realmente o que sobrou. Quero tirar minhas coisas. Quero recomeçar minha vida. Tenho outro filho que mora comigo, minha nora, e ela [a polícia] não resolve isso para mim. A polícia existe para acolher o cidadão, não para deixar desse jeito”, reclamou a costureira.

Liberação de veículos

Carros roubados que foram recuperados pela polícia também não foram entregues aos donos durante os quase 50 dias de paralisação. Por causa da greve, a retirada do sistema não é realizada e o veículo recuperado continua constando como furtado. Com isso, ele não pode ser devolvido ao dono. Ao todo, são mais de 80 automóveis nessa situação na Delegacia Estadual de Furtos e Roubos de Veículos (DEFRV), em Goiânia.

Atualmente, os agentes e escrivães da Polícia Civil recebem R$ 2.971,95. Eles pediram salário de R$ 7.250. O mesmo aconteceu com os peritos e médicos criminalistas, que recebem R$ 5.714, mas reivindicaram que seja pago R$ 7.428. As propostas anteriormente oferecidas pelo governo não foram aceitas pela categoria.

Fonte: G1 Goiás

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