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Doença de Lyme: Já ouviu falar?

Por Lucas Silva 15 Junho 2022 Publicado em Saúde
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A Doença de Lyme acomete nomes como Justin Bieber, Avril Lavigne, Ben Stiller e Alec Baldwin, podendo até ter sido a causadora da morte de Charles Darwin. A enfermidade é combatida por antibióticos direcionados à bactéria causadora, Borrelia bugdorferi ou Borrelia mayonii; o carrapato vetor não é encontrado no Brasil.

 

O cantor Justin Bieber, de 28 anos, cancelou apresentações que faria neste mês de junho na América do Norte devido à piora do quadro de sua saúde. Uma das doenças que o astro possui é a Doença de Lyme, infecção bacteriana transmitida por carrapatos que pode acarretar complicações cardíacas e neurológicas. Nomes como Avril Lavigne, Ben Stiller e Alec Baldwin também são vítimas da condição. Inclusive, um estudo feito pelos pesquisadores holandeses Kompanje e Jelle Reumer, do Museu de História Natural de Roterdã, divulgado em 2019, discute a possibilidade de a patologia ter sido a responsável pela morte de Charles Darwin em 1882.

 

João Otavio Ribas Zahdi, médico clínico, nefrologista, coordenador do serviço de Clínica Médica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) e professor do estágio de Clínica Médica da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) destaca que a enfermidade é combatida por antibióticos direcionados à bactéria causadora, Borrelia bugdorferi ou Borrelia mayonii. “Dependendo da fase da doença e dos órgãos acometidos, o tempo de antibioticoterapia varia entre 10 e 28 dias. Conforme a repercussão clínica, terapêuticas adjuvantes podem ser utilizadas. Para manejo das dores articulares, além da antibioticoterapia, os anti-inflamatórios não-esteroidais são boa opção. Caso haja derrame articular, seu esvaziamento por meio de artrocentese também traz imediata resposta à limitação dolorosa. Em caso de bloqueios cardíacos, não raro é indicado marca-passo temporário”, recomenda.

 

Casos não tratados podem evoluir, em especial, com sequelas articulares, como artralgias persistentes e cistos articulares ou neurológicas, com neurite motora, sensitiva, até mesmo déficit cognitivo. Segundo o especialista do Mackenzie, com o tratamento adequado, há erradicação da bactéria e a consequente cura, porém, alguns pacientes mantêm repercussões persistentes, como artralgias e neuropatias, secundárias à manutenção da resposta imune do organismo, necessitando de acompanhamento e terapêuticas específicas.

 

João Otavio afirma que, por ser uma doença transmitida por carrapatos, a exposição está diretamente relacionada ao risco de contágio. “Ela é mais comum em população jovem, por tratar-se de grupos com maior exposição a áreas florestais. A melhor maneira de prevenção consiste em evitar ao máximo o risco de contato com o carrapato transmissor. Caso a exposição seja inevitável, deve ser feito exame minucioso do corpo inteiro, removendo qualquer carrapato encontrado”. No entanto, ele pontua que o carrapato pode passar despercebido em uma inspeção menos detalhada, visto que é menor do que aqueles encontrados em cães.

 

Camila Sacchelli, imunologista da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), avalia que até o momento não há vacinas, contudo, o tratamento é eficaz para a forma aguda da doença. “Em alguns casos, o quadro grave ocorre na fase crônica, quando alguns pacientes apresentam quadros de autoimunidade, com dores reumáticas, ou até mesmo encefalites”. A imunologista ainda ressalta que há uma vacina da Pfizer em fase de teste clínico, tendo chances de ser disponibilizada em breve. “Se baseia em uma proteína de superfície da bactéria e está sendo testada em adultos e crianças”.

 

É de suma importância a avaliação do paciente por um profissional experiente em doenças infecciosas sempre que houver a mínima suspeita, porque o diagnóstico depende de uma associação clínico-epidemiológica-laboratorial. A prevenção e o diagnóstico precoce são sempre a melhor alternativa.

 

Informações  

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie  

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