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Abastecimento de água e reservatórios de hidrelétricas em Goiás estão em níveis críticos

Por Lucas Silva 14 Setembro 2021 Publicado em Estado
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Devido ao longo período de estiagem, o nível dos reservatórios das hidrelétricas e das bacias que abastecem Goiás está em condições críticas. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a usina de Itumbiara, por exemplo, possui atualmente a situação mais grave e funciona com percentual de água menor que quando houve o apagão  2001.

 

Segundo a últimos dados da ONS, o volume útil atual de água da usina de Itumbiara é de 10,12%, sendo que durante o apagão, há 20 anos, a porcentagem era de 11%. A unidade conta com maior potencial de geração de energia hidrelétrica de Goiás, podendo produzir cerca de 2.083 MW.

 

Segundo o engenheiro eletricista Jovanilson de Freitas, que já atuou em Furnas, a diferença entre o cenário de 2001 para 2021, é que na época em que ocorreu o apagão, o sistema elétrico do país não era interligado. “Se tinha ilhas de geração. Tinha as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que era uma ilha, e a região Norte e Nordeste, que era outra. Cada região gerava energia para seus limites ali. Hoje o sistema é totalmente interligado, com exceção a Roraima”, explica. 

 

Já a usina de São Simão, localizada na região sul do estado, opera atualmente com 16,26% do volume de água do reservatório, de acordo com o monitoramento diário da ONS. Com uma percentagem um pouco mais alta, a usina de Serra do Facão, que é administrada por Furnas e fica no município de Campo Alegre de Goiás,, funciona com 18,57% do volume de água.

 

Localizada entre os municípios de Cristalina (Goiás) e Paracatu (Minas Gerais), a usina hidrelétrica Batalha – administrada integralmente por Furnas – trabalha com 20,77% do volume de água. Responsável pelo abastecimento da região norte do estado, a hidrelétrica de Serra da Mesa, localizada em Minaçu, está com pouco mais de 26% do volume.

 

Segundo Jovanilson, apesar do baixo volume de água, a segurança energética do atual sistema é alta, o tornando confiável e diminuindo os riscos de apagão. No entanto, a dependência do país às hidrelétricas acaba se tornando um problema, devido a esse baixo volume dos reservatórios e da grave crise hídrica que afeta o país.

 

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