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Padre Robson disse que morte de dirigente da Afipe que teria participado de subornos seria ‘uma benção’, aponta investigação

Por Lucas Silva 22 Fevereiro 2021 Publicado em Estado
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Novos áudios encontrados em equipamentos apreendidos com padre Robson de Oliveira, que era investigado por desvio de dinheiro de fiéis doados à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade, mostram quando o sacerdote diz a um advogado que a morte de um dirigente da Afipe, Anderson Fernandes, envolvido em esquemas de suborno, seria conveniente a ele. Obtidas com exclusividade pelo Fantástico, gravações também indicam pagamento a desembargadores.

 

Em nota ao Fantástico, a defesa de padre Robson disse que desconhece o conteúdo das mensagens e que elas são “frutos de montagens e adulterações feitas por pessoas inescrupulosas”. A nota disse ainda que o padre é vítima de extorsão e perseguição.

 

O G1 solicitou um posicionamento à Afipe e aguarda retorno.

 

Já a presidência do TJ-GO afirma que não se pode presumir a ocorrência de irregularidades no julgamento de processos a partir de conversa mantida entre advogado e cliente.

 

Padre Robson era investigado na Operação Vendilhões, que cumpriu mandados de busca e apreensão em agosto de 2020. O processo que investiga as supostas irregularidades está interrompido pela Justiça. O Ministério Público de Goiás já apresentou recurso no Superior Tribunal de Justiça, mas ele ainda não foi analisado.

 

Os áudios divulgados neste domingo (21 )mostram a participação de Robson em um possível esquema de lavagem de dinheiro, organização criminosa e suborno. Conforme a investigação do MP, muitos dos áudios são de reuniões, que o padre costumava gravar secretamente.

 

Segundo os investigadores, todas as gravações passaram por perícia técnica, que comprovou serem mesmo do padre. Os áudios estavam em HDs, computadores e no celular do padre - material que foi apreendido durante a operação do Ministério Público.

 

Segundo o MP-GO, um e-mail trocado entre os dois principais dirigentes da Afipe, Rouane Caroline Martins e Anderson Fernandes, eles afirmam que devem proteger o padre. "Anderson, temos que proteger o padre. Se colocarem as mãos em determinados documentos, vai todo mundo preso", escreveram.

 

Fonte: G1 Goiás