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Em Goiás, 15 municípios estão no ranking com mais autos de infração em relação ao trabalho escravo

Por Lucas Silva 05 Fevereiro 2021 Publicado em Estado
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Segundo dados do Portal da Inspeção do Trabalho (SIT), 75 trabalhadores em Condições análogas à de escravo foram encontrados em Goiás no ano passado. O portal é um radar, como Ministério do Trabalho foi extinto e absorvido pelo Ministério da Economia, este portal funciona como uma  fiscalização do trabalho pela pasta e registra números relevantes para as estatísticas no Brasil, estados e municípios.

 

Na plataforma, existe um ranking que aponta os 15 municípios goianos com mais autos de infração em relação ao trabalho escravo. Em Goiás, números de 2020, apontam Anápolis como o primeiro da lista com 46 registros. Em seguida vem Vicentinópolis com 43, Águas Lindas de Goiás com 30, Campo Limpo de Goiás com 29, Cabeceiras 29, Joviânia 28, Davinópolis com 22, Aparecida de Goiânia 11, Ipameri e Planaltina com 5 respectivamente, Cristalina  4, Leopoldo de Bulhões 3, Anicuns 2, Caldas Novas 1 e fechando o ranking Rio Verde sem nenhum registro

 

De acordo com o site,  fazendo uma comparação em Goiás no ano de 2010 foram registrados 344 atividades análogas à escravidão, sendo que 343 foram resgatados. Ao longo dos anos, o número teve queda  com a menor sendo registrada em 2019 com apenas 2 trabalhadores. Já em 2020 o índice voltou a subir  com 75 trabalhadores em Condições análogas à de escravo.

 

Denúncias

 

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), registrou no ano de 2020 um total de 24 denúncias em relação ao trabalho análogo à escravidão. Índice que também teve redução se comparado aos outros anos. Em 2010, por exemplo,  foram 59 denúncias com  o menor dado registrado em 2019, 13 denúncias.

 

Já neste ano, um caso emblemático que marcou as operações de combate ao trabalho análogo ao de escravidão realizadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) em Goiás entre os dias 18 e 28 de janeiro, foi o resgate de um senhor de 66 anos, com dificuldade para andar e com a coluna curvada em quase 90 graus, que trabalhava há aproximadamente 15 anos em uma fazenda de Rio Verde, no sudoeste goiano.

 

Fonte: Mais Goiás

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