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Covid-19 já causou a morte de um milhão de pessoas no mundo

Por Antônio Filho 28 Setembro 2020 Publicado em Saúde
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Reprodução Reprodução reprodução/ MSN

Nove meses após seu surgimento na China, a pandemia de Covid-19 superou, neste domingo (27), o número simbólico de um milhão de mortos no mundo.


No total, o coronavírus causou 1.000.009 mortes e 33.018.877 casos foram detectados, dos quais 22.640.048 pessoas se recuperaram da doença.


As drásticas medidas adotadas por muitos países para evitar a propagação do SARS-Cov-2 não foram sudicientes para frear a pandemia.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na sexta-feira que as mortes provocadas pela Covid-19 podem atingir a marca de dois milhões de óbitos, caso as orientações para barrar os contágios pelo vírus não forem mantidos ou sejam flexibilizados.


As regiões mais atingidas em número de mortes são a América Latina e o Caribe (341.032 mortes, 9.190.683 casos), a Europa (229.945; 5.273.943) e os Estados Unidos e Canadá (214.031 e 7.258.663).


O trauma coletivo provocado pela epidemia ainda é difícil de ser mensurado.


As imagens de covas comuns cavadas no Brasil, de um necrotério improvisado no Palácio de Gelo de Madri e de caminhões frigoríficos com cadáveres nas ruas de Nova York devem povoar durante muito tempo o imaginário da população em todo o mundo.


Muitos corpos não puderam ser velados pelos familiares devido às medidas sanitárias.


"Nem em meus piores pesadelos imaginei que passaria por isso", disse Mônica, 45 anos, ao lembrar que precisou reconhecer o cadáver de seu pai, Oscar Farías, prestes a ser cremado, falecido em Buenos Aires em 27 de abril aos 81 anos.


Em 11 de janeiro, a China registrou oficialmente a primeira morte pelo SARS-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19 que começou a se propagar na província de Wuhan, onde foi detectado em dezembro.


Em um mês, a China registrou mais de 1.000 mortes, um balanço mais grave do que o deixado pelo SARS (Síndrome Respiratório Agudo Severo), que circulou na Ásia em 2002-2003 e matou 774 pessoas.


A partir de fevereiro, o vírus passou a provocar mortes fora de China e seu crescimento foi exponencial, primeiro na Europa, que observa agora o surgimento de uma segunda onda de contágios, e em seguida no continente americano, onde os números de casos e óbitos se mantêm altos desde junho.


A resposta governamental foi drástica na imensa maioria dos casos.


Em meados de abril, cerca de 60% da população mundial, o equivalente a 4,5 bilhões de pessoas, se via afetada por algum tipo de isolamento.


As consequências econômicas deste fechamento, inédito na história, atingiram todo o planeta.

Comércios fechados, ruas desertas, aeroportos vazios, penúria de abastecimento em mercados: o mundo nunca havia vivido uma situação sanitária semelhante nas últimas décadas. Em junho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) calculou que o PIB sofreria uma contração de 4,9% em 2020.


Em um ano, o setor aéreo perdeu 92% de seu volume de voos.


Os grandes eventos esportivos foram suspensos ou cancelados e os Jogos Olímpicos de Tóquio adiados para 2021, sem a certeza de que poderão ser realizados.


O clínico-geral francês Patrick Vogt, de Mulhouse, lembra do momento em que se deu conta de que a Covid-19 estava por todas as partes.


A cidade, no leste da França, se tornou o principal foco de coronavírus no país em março. Diante de uma doença totalmente nova, outros profissionais da saúde começaram a ficar doentes e alguns morreram.


Não era apenas uma gripe, como acreditavam no início, mas sim uma doença potencialmente grave e mortal, e em alguns com consequências para a saúde a longo prazo, ainda desconhecidas.


Fonte: MSN

 

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