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Reforma da Previdência cortou pensões e impacta viúvos e órfãos da covid-19

Por Antônio Filho 27 Setembro 2020 Publicado em Economia
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Reprodução Reprodução Reprodução/Mais Goias

Mais de 140 mil pessoas morreram por covid-19 desde o início da pandemia no Brasil.


Junto com a dor da perda do ente querido vem a dor de cabeça para garantir a sobrevivência da família — situação que pode ser agravada pelas medidas da Reforma da Previdência que reduziram o valor pago por pensões.


E o grupo mais atingido pelas mudanças é o mesmo que sofre com a pandemia.


Pessoas acima de 60 anos representam 72,9% dos mortos por covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde do final de agosto.


“O impacto mais forte é justamente sobre a população idosa. Os mais jovens podem aferir renda trabalhando, mas o mercado de trabalho não absorve pessoas com 60 anos de idade ou mais”, afirma o juiz do Trabalho da 12ª Região, Carlos Alberto Pereira de Castro.


“Com a queda na renda causada por uma pensão menor, a pessoa pode ter que revisar seu padrão de vida. Com os gastos de alimentação, remédios, entre outros, pode não ter o suficiente para pagar o aluguel”, avalia.


E essas regras já estão valendo.


“Quem morreu depois da Reforma da Previdência já está sob a regra nova”, explica o advogado trabalhista Ivandick Rodrigues, doutor em Direito do Trabalho pela USP e professor de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Considerando que a grande maioria dos óbitos por covid não vem de lares mais ricos, com previdência privada e segurança financeira, o benefício do sistema de seguridade social é imprescindível.


Vale destacar o timing: as mudanças nas aposentadorias e pensões foram promulgadas em novembro de 2019 e, em março deste ano, morreu o primeiro brasileiro por covid, em São Paulo.


Fonte: Mais Goias

 

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