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Bolsonaro decide efetivar Pazuello como ministro da Saúde

Por Antônio Filho 15 Setembro 2020 Publicado em Brasil
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ministro Eduardo Pazuello ministro Eduardo Pazuello Reprodução/ Mais Goias

O presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta segunda-feira (14) tornar ministro efetivo o general Eduardo Pazuello, que exercia a função de interino à frente do Ministério da Saúde.


O militar, que inicialmente resistia a ser confirmado como efetivo, foi convencido pelo presidente.


Ele ficou como interino no cargo por quatro meses.


A assessoria de imprensa da Presidência da República informou à Folha que a cerimônia de posse está marcada para a quarta-feira (16).


Segundo relatos de auxiliares palacianos, convites para o evento já começaram a ser distribuídos na Esplanada dos Ministérios.


Desde que Pazuello assumiu como interino, Bolsonaro manifestava a intenção de efetivar o militar.


Na época, no entanto, o general chegou a dizer ao presidente que preferia ser temporário e que queria deixar a função em outubro.


O que incomodava o militar era a resistência dos comandantes das Forças Armadas, sobretudo pelo fato de Pazuello ser da ativa.


O receio era de que uma gestão desastrosa, em meio a uma crise sanitária, pudesse prejudicar a imagem do Exército.


Nas últimas semanas, no entanto, segundo relatos feitos à Folha, Bolsonaro iniciou uma ofensiva sobre os comandantes militares para convencê-los a efetivar o general.


Nas conversas, ele ressaltou que o pior da pandemia já passou e que a atuação do militar foi satisfatória.


O Ministério da Saúde confirmou que o ministro será oficializado no cargo.


A auxiliares, Pazuello afirmou que, a princípio, a medida indica uma “mudança de status” dele dentro da pasta, mas que isso não deve levar a outras alterações —como a ir para a reserva do Exército, por exemplo.


A avaliação é que não há obrigatoriedade prevista em lei para isso.


Pazuello estava no comando da pasta de forma interina desde 15 de maio.


Antes, ele era secretário-executivo na gestão de Nelson Teich, que deixou a pasta em meio a divergência com o presidente Jair Bolsonaro sobre a ampliação da oferta da cloroquina.


Inicialmente, Pazuello costumava dizer que ficaria apenas por 90 dias.


O prazo, porém, encerrou em agosto. Dias depois, ele deixou oficialmente o comando da 12a região militar, em Manaus, para onde dizia que pretendia voltar após o que define como “missão” no ministério.


No cargo como interino, Pazuello aumentou o número de militares em cargos de comando e até mesmo em postos estratégicos —foram ao menos 28 nomeados.


Sob sua gestão, o ministério também ampliou a oferta da cloroquina, medida rechaçada por especialistas, e chegou a retirar dados do total de casos da Covid-19 de painéis da pasta, o que levou órgãos de imprensa a organizar um consórcio para divulgar os dados.


A pasta recuou na sequência.


Atualmente, o país registra 4,3 milhões de casos confirmados da Covid-19, com 132 mil mortes.


Fonte: Mais Goias

 

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