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MPF abre inquérito para investigar uso de fundos públicos para viagens particulares de Tiririca

Por Marcelo Justo 29 Novembro 2019 Publicado em Política
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Tiririca Tiririca Reprodução/ÉPOCA

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília abriu, no último dia 18 de novembro, um inquérito civil para investigar o uso irregular de fundos do gabinete do Deputado Federal Tiririca para a realização de viagens particulares.


Eleito para o cargo pelo estado de São Paulo, Tiririca teria comprado com dinheiro público passagens aéreas para o Ceará, onde nasceu.


A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pela revista ÉPOCA.


O regimento interno da Câmara estabelece que todos os recursos destinados à viagens dos políticos precisam ser justificados com atividades relativas ao exercício do mandato ou com locomoções para a base eleitoral de origem.


Em nenhuma hipótese as regras preveem uso dos fundos para benefício pessoal em viagens particulares.


A apuração do MPF busca entender se os gastos do deputado e dos assessores com passagens aéreas ao longo de 2019 tiveram relação com a agenda parlamentar ou se tinham outro objetivo.


Durante o mandato, Tiririca não abandonou a profissão que o tornou reconhecido.


O comediante, nascido no interior do Ceará, divulga com frequência a agenda de shows do espetáculo “Tiririca, minha história”, que conta a trajetória dele ao longo dos 30 anos de carreira.


Só neste ano, o gabinete de Tiririca registrou gastos de mais de 70 mil reais em dinheiro público destinados para inúmeros deslocamentos aéreos.


Em outubro deste ano, o colunista de ÉPOCA Guilherme Amado publicou os gastos dos assessores do deputado em deslocamentos.


Os bilhetes estavam no nome de três funcionários do gabinete do deputado: Loianne Oliveira de Almeida Silva, Lucas Noleto Ferreira e Alexsander Ericssen da Costa Cavalcante.


No total, 50 bilhetes foram emitidos pelos assessores, a maioria para cidades de São Paulo, estado pelo qual Tiririca é eleito.


Apesar disso, 20 das passagens foram para o aeroporto de Fortaleza.


Ainda segundo o colunista, Tiririca gastou neste ano R$ 57.800 de sua cota parlamentar com passagens aéreas para o Ceará.


Foram 54 viagens registradas de janeiro até agora.


Em 2017, Tiririca fez seu primeiro e último discurso no plenário da Câmara dos Deputados e anunciou que desistiria da vida pública a partir do fim daquele mandato.


Ele afirmou que não tentaria a reeleição em 2018 porque está “decepcionado” e com “vergonha” da política.


Além do discurso, que viralizou nas redes sociais, o deputado afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que estava saindo chateado, mas, não com sua própria atuação.


“Não fiz muita coisa, mas, fiz o que sou pago para fazer: estar aqui e votar de acordo com o povo”.


Apesar disso, Tiririca se candidatou pelo Partido Liberal em 2018 e foi eleito novamente por São Paulo com quase meio milhão de votos para seu terceiro mandato na Câmara.


O salário líquido de um deputado federal é de quase R$ 25 mil, além de benefícios para auxiliar com moradia, transporte e refeições na capital federal.


Procurado por ÉPOCA, a equipe do deputado ainda não emitiu um posicionamento sobre a abertura do inquérito pelo Ministério Público Federal (MPF).


Fonte: Revista ÉPOCA (com adaptações)

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