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Agrodefesa lança campanha de vacinação contra febre aftosa

Por Marcelo Justo 18 Outubro 2019 Publicado em Agricultura
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Mais Goiás

Foi lançada a segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa e raiva em herbívoros.


O período, divulgado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), será entre os dias 1º e 30 de novembro de 2019. A expectativa do governo é imunizar 10 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos (búfalos) com idade entre zero e 24 meses.


Com relação à raiva dos herbívoros, a previsão é que 5,5 milhões de bovinos e bubalinos sejam vacinados.


Além disso, os criadores que possuem propriedades em 121 municípios classificados como alto risco devem vacinar também equídeos, ovinos e caprinos com idade até 12 meses. A relação dos municípios pode ser conferida no site da Agência.


Depois de vacinar o gado, os produtores devem encaminhar um formulário de vacinação à Agrodefesa, juntamente com a Nota Fiscal Eletrônica de compra das doses. A agência alerta que não serão aceitos formulários enviados via fax, pelo Correio ou por e-mail.


O procedimento correto é encaminhar a documentação para as unidades da Agrodefesa ou do Vapt-Vupt no município onde fica a propriedade. A declaração também pode ser feita pela internet, por meio do link Declaração de Vacinação.


Durante este período também está proibida a permanência de bovinos e bubalinos em feiras pecuárias entre os dias 1º e 10 de novembro. Também está vetada a realização de leilões no mesmo período.


Além disso, o trânsito de animais está proibido quando a propriedade de origem ou destino não tiver o rebanho totalmente vacinado.


Febre aftosa
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre, aparecimento de aftas na boca e nos pés.


A doença afeta principalmente animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos.


O vírus se espalha rapidamente e os animais contraem a doença quando entram em contato com objetos ou outros animais contaminados. Calçados, roupas e mãos das pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir a doença.


Ainda de acordo com o Ministério, o principal efeito da febre aftosa é comercial. Ela pode afetar muito o comércio interno de animais e de seus produtos. A fácil contaminação leva os países a estabelecer fortes barreiras à entrada de animais suscetíveis à enfermidade. Em pequenos produtores, a segurança alimentar é ameaçada em casos de epidemia.


O primeiro caso de febre aftosa foi registrado na Itália, em 1514. No Brasil, a doença foi detectada em 1895, em Minas Gerais. As ações governamentais para evitar a contaminação são tomadas desde 1934. O último foco no Brasil foi detectado em 2006, no Paraná e Mato Grosso do Sul.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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