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Inadimplência sobe 0,13% no 1º tri e atinge 62,7 milhões, dizem CNDL e SPC

Por Marcelo Justo 15 Abril 2019 Publicado em Economia
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

O nível de inadimplência no País fechou o primeiro trimestre praticamente estável, com alta de 0,13%, conforme dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) antecipados ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


Em igual período de 2018, o crescimento fora de 2,38%.


Já em março de 2019 em relação ao terceiro mês do ano passado, houve desaceleração na quantidade de consumidores inadimplentes, alta de 2,1%, ante 3,13% anteriormente.


A despeito da quase estabilidade apurada no primeiro trimestre deste ano, o total de consumidores inadimplentes somou 62,7 milhões, o que representa mais de 40% da população adulta.


Conforme a instituição, esse montante refere-se a pessoas que enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos.


De acordo com o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ritmo de recuperação da economia, que está aquém do esperado, tem afetado a melhora dos índices de inadimplência.


Ele ressalta que a velocidade de recuperação da atividade econômica neste início de ano frustrou as expectativas.


“O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso”, diz em nota.


Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é elevado, acrescenta Costa.


“O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores”, cita.


Faixa etária
O levantamento mostra que a taxa de inadimplência foi maior entre pessoas acima dos 65 anos, ao apresentar alta de 8%, enquanto entre a população jovem de até 24 anos caiu 23%.


Na casa dos 30 anos, são quase 18 milhões de inscritos em cadastros de inadimplentes.


Ainda assim, o Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com aproximadamente 62,7 milhões de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes e que, portanto, enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos.


Em março, o volume de dívidas cedeu 1,07%, ante igual mês de 2018, sendo o terceiro recuo consecutivo.


Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas que estão no nome de pessoas físicas. Nesse caso, houve uma queda de 1,07% em março deste ano na comparação com o ano passado.


Trata-se do terceiro mês seguido em que há um recuo no indicador.


As quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram verificadas no setor de comunicação (-9,56%) – contas de telefone, internet e TV por assinatura – e no de comércio (-5,91%).


O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02%.


O único segmento que teve elevação no período foi em água e luz (17,20%).


Regiões
O Norte do País registrou população com maior nível de inadimplência, com 47%, o equivalente a 5,74 milhões.


Na sequência estão Centro-Oeste (43%) ou 5,07 milhões, Sudeste (40% ou 27,01 milhões), Nordeste (40% ou 16,36 milhões) e Sul.


Neste último, o porcentual de inadimplentes foi de 37%, o que representa 8,51 milhões de pessoas com o CPF negativado.


Rádio Eldorado, com informações do Estadão Conteúdo

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