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Em assembleia, servidores da Educação decidem manter greve em Goiás

Por Marcelo Justo 09 Abril 2019 Publicado em Educação
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Bia Lima Bia Lima Reprodução/Tv Anhanguera

Servidores da Educação de Goiás decidiram, durante assembleia na tarde desta segunda-feira (08/04), manter a greve da categoria.


Professores e funcionários administrativos se reuniram em frente ao Palácio Pedro Ludovico, sede do governo do estado, para deliberar sobre a situação.


Eles cobram o pagamento atrasado de dezembro de parte dos trabalhadores da área.


A reportagem entrou em contato com a A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por email, e aguarda retorno.


A greve começou na última quarta-feira (clique aqui e relembre o caso).


A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, disse que a categoria não aceitou a proposta de parcelamento feita pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).


"A proposta é de escalonar o pagamento em quatro vezes, o que não é boa. É querer de fato que a greve continue. Essa proposta é mais do mesmo. Queríamos que pagassem é imediatamente. Quem começa uma greve e termina é a categoria. Mas mesmo fazendo greve não tem uma proposta boa. O óbvio é pagar o que deve", disse Bia.


Além do pagamento dos salários atrasados, a categoria pede que o governo pague em ordem igual tanto os servidores da ativa quanto os aposentados.


O teto para pagamento do primeiro grupo foi de R$ 4,5 mil. Já para os inativos, o pagamento foi feito para os que recebiam até R$ 2,6 mil.


"Os aposentados foram incluídos na proposta, o que já é um avanço do nosso movimento. Nós não abrimos mão deles receberem junto com os servidores ativos", afirmou Bia.


Assembleia
Vários servidores de Goiânia e cidades do interior compareceram à assembleia.


A segurança foi reforçada no local e uma grade de proteção foi colocada em frente ao prédio.


O trânsito foi fechado no anel circular da Praça Cívica. Um trio elétrico foi usado no ato.


De acordo com o Sintego, 800 pessoas participaram da assembleia.


A PM informou que não fez um levantamento sobre número grevistas.


Uma nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira.


A expectativa da categoria é que até lá o Governo de Goiás apresente uma nova proposta.


De acordo com o Sintego o número de unidades paralisadas chega a 400, principalmente, na região do Entorno do Distrito Federal e norte de Goiás.


Já de acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduce), das 1.121 unidades escolares da rede pública estadual de ensino, 964 escolas estaduais estão funcionando normalmente, 32 estão com funcionamento parcial e 125 estão com as atividades paralisadas.


Segundo o Sintego, o governo ofereceu pagar o que deve do mês de dezembro entre abril e julho, da seguinte forma:


Abril - Servidores ativos que recebem de R$ 4.590 a R$ 5.197; Inativos que recebem de R$ 2.670 a R$ 3.593

Maio - Servidores ativos que recebem de R$ 5.197 a R$ 5.859; Inativos que recebem de R$ 3.593 a R$ 4.392

Junho - Servidores ativos que recebem de R$ 5.859 a R$ 7.097; Inativos que recebem de R$ 4.392 a R$ 5.337

Julho - Servidores ativos que recebem de R$ 7.097 a R$ 43.238; Inativos que recebem de R$ 5.337 a R$ 22.854


Leia também:
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Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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