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Em pronunciamento à nação, Bolsonaro defende a reforma da Previdência

Por Marcelo Justo 21 Fevereiro 2019 Publicado em Política
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Jair Bolsonaro (PSL) Jair Bolsonaro (PSL) Reprodução/Vídeo

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) saiu em defesa da reforma da Previdência, apresentada nesta quarta-feira (20/02) à sociedade e ao Congresso Nacional (Veja vídeo abaixo).


A proposta elaborada pela equipe econômica, comandada pelo superministro Paulo Guedes, é apontada como a medida mais importante da atual gestão.


No entanto, o Planalto já enfrenta problemas junto ao parlamento e necessitará resolver arestas dentro do PSL, a legenda do presidente.


Com um discurso de que pretende "mudar o rumo do país" e passar a "servir" à população, Bolsonaro saiu em defesa da mudança previdenciária e do pacote anticrime, elaborado pela equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.


Para ele, "quem ganha mais contribuirá mais. E quem ganha menos contribuirá menos ainda", garantiu.


Segundo a avaliação do presidente, o modelo enviado ao Congresso torna a previdência mais "justa e para todos".


Também enfatizou o mandatário que a proposta pretende acabar com os privilégios do atual modelo.


"Ricos e pobres, servidores públicos, políticos ou trabalhadores privados, todos seguirão as mesmas regras de idade e tempo de contribuição", afirmou no pronunciamento.


Bolsonaro defende que a mudança previdenciária também afetará os integrantes das Forças Armadas. No entanto, o Executivo ainda não enviou essa proposta ainda ao parlamento.


"Respeitamos as diferenças, mas não excluiremos ninguém", enfatizou.


Como já anunciado pela equipe econômica, o governo pretende aumentar a idade mínima para que o trabalhador se aposente.


"A nova Previdência fará a equiparação e as pessoas de todas as classes vão se aposentar com a mesma idade. Mas isso não ocorre do dia para a noite. Estão previstas regras de transição para que todos possam se adaptar ao novo modelo", explicou presidente.


Segundo Bolsonaro, quem já tem o direito adquirido, previsto nas normas constitucionais, não poderá ser afetado pelas mudanças previstas.


Para o presidente, a reforma "exigirá um pouco mais" de cada cidadão, no entanto, será para uma "causa comum". Estou convicto que nós temos um pacto pelo país, e que junto, cada um com sua parcela de contribuição, mudaremos nossa história", concluiu.


Fonte: Correio Braziliense (com adaptações)

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