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Governo de Goiás propõe diminuir parcelamento de salários atrasados, mas sindicatos recusam

Por Marcelo Justo 24 Janeiro 2019 Publicado em Estado
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Governo e sindicatos Governo e sindicatos Reprodução/TV Anhanguera

O Governo de Goiás propões diminuir o escalonamento do pagamento de salários atrasados dos servidores públicos.


Com isso, 60% da folha de dezembro seria paga entre março e abril.


O restante, seria quitado até julho. Porém, o Fórum de Defesa dos Servidores Públicos não concorda com essa divisão.


Mais de 30 representantes de sindicatos, o secretário de Governo, Ernesto Roller, o superintendente da Secretaria de Fazenda, Sílvio da Luz, e a procuradora-geral do Estado, Juliana Diniz, participaram da reunião que aconteceu na quarta-feira (23/01).


O encontro durou cerca de 2 horas e terminou sem acordo.


A proposta inicial era dividir em seis meses o pagamento dos salários atrasados, começando pelos que ganham menos, mas, a proposta foi recusada pelos sindicatos.


Agora, a proposta é quitar entre março e julho os vencimentos dos 156.206 funcionários públicos que ainda não receberam.


Apenas sete órgãos tiveram os salários de dezembro pagos.


“O governo fez uma contraproposta desse escalonamento, de seis para cinco meses, o que geraria uma quitação já nos dois primeiros meses de 60% da folha”, disse o secretário Ernesto Roller.


Porém, a proposta oferecida pelo estado não agradou os sindicatos.


“Sabemos que o ICMS, que é a grande fatia do bolo da arrecadação, entra todo dia 10. Deve ter por volta de R$ 1 bilhão ingressado no caixa do estado no dia 10. E houve apenas uma decisão política de pagar janeiro, e não dezembro”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindipúblico), Nylo Sérgio.


Enquanto não há um consenso sobre os pagamentos, os sindicatos estão recorrendo à Justiça para tentar garantir o pagamento dos servidores.


Já foram concedidas seis liminares determinando a quitação dos vencimentos de algumas categorias.


Ainda não há uma previsão de nova reunião para tentar um novo acordo.


Calamidade
No dia 21 de janeiro, o governo decretou estado de calamidade financeira.


O documento não informa quais medidas serão tomadas na prática, mas permite que a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan) tome as medidas que achar necessárias.


Especialistas explicaram que a medida é usada por governantes para conter problemas financeiros: sem condições de pagar tudo que precisam, eles entram com essa medida para sinalizar que estão com dificuldades.


A medida ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa.


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o documento na quarta-feira (clique aqui e relembre o caso).


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Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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