1. MENU
  2. CONTEUDO
  3. RODAPE

Secretária da Fazenda de Goiás diz que, 'se tudo correr bem', começa a pagar salários de dezembro em março e parcelado

Por Marcelo Justo 17 Janeiro 2019 Publicado em Estado
Votao
(0 votos)
Lido 604 vezes
Cristiane Schimidt Cristiane Schimidt Reprodução/TV Anhanguera

A secretária estadual da Fazenda, Cristiane Schmidt, afirmou, nesta quinta-feira (17/01), que os salários atrasados de dezembro de 2018 deve começar a ser pago a partir de março, após a aprovação do orçamento de 2019 pela Assembleia Legislativa de Goiás e o resultado da missão do Governo Federal.


De qualquer forma, ela afirmou que o pagamento será parcelado.


“Se tudo correr bem, vamos tentar começar a pagar a partir de março, mas, a assembleia que tem de aprovar o orçamento de 2019. Aí a gente depende do governo federal para ver em quantas vezes faremos o pagamento, estamos fechando o balanço de 2018 para encaminhar também. Não tem como o pagamento não ser parcelado”, afirmou a secretária.


Os salários referentes ao mês de dezembro foram quitados para trabalhadores de sete órgãos e os demais ainda esperam receber.


De acordo com a Sefaz, o motivo é que o governo anterior não empenhou o pagamento de todos os funcionários.


Para amenizar a situação, o governo realiza neste fim de semana uma força-tarefa com técnicos de todos os órgãos para iniciar o pagamento de janeiro na segunda-feira (21).


A expectativa é de que 80% do Executivo receba até no fim da próxima semana e, os demais, até 10 de fevereiro. A proposta é que, quem tem salário menor, receba primeiro.


“Para não ter discriminação de secretaria, o pagamento vai ser por renda, que é plausível, o salário líquido de quem ganha até R$ 3 mil corresponde a quase 50% da folha. A gente quer pagar primeiro os que ganham menos. Se tiver algum problema operacional, a gente vai ver o que pode fazer, se será por órgãos”, disse Cristiane.


Pagamento até dia 10
Após pedido feito pela Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás, a desembargadora Maria das Graças Carneiro Requi determinou, na segunda-feira (14), que o Governo de Goiás pague os salários dos servidores estaduais até o dia 10 de cada mês.


Ainda de acordo com a decisão, se o pagamento não for feito dentro do prazo, a decisão exige que as folhas sejam pagas com os devidos juros pelo atraso.


Segundo Cristiane, ela e a procuradora-Geral do Estado de Goiás (PGE) Juliana Pereira Diniz Prudente apresentaram aos magistrados extratos bancários do dia 31 de dezembro de 2018 a 14 de janeiro de 2019 para mostrar que o dinheiro que o estado tem em caixa não é suficiente para quitar a folha de dezembro.


Questionado sobre a quantia, ela disse que não tem autorização para divulgar.


A secretária complementou que a decisão da magistrada reforça o que a legislação prevê e que, com certeza, haverá o pagamento do salário atrasado com os devidos acréscimos.


Missão do Governo Federal
O Governo de Goiás tenta entrar no Regime de Recuperação Fiscal para conseguir suspensão no pagamento de juros e amortização da dívida com o governo federal para tentar colocar as contas estaduais em dia.


“Se a gente deixa de pagar a dívida, nosso custo aumenta brutalmente. Quero entrar no programa porque vou deixar de pagar e não vou ser penalizada com multa exorbitante e até com o bloqueio das contas. Aí a gente entra em um caos fiscal total”, explicou a secretária.


A secretária ponderou que, além dos salários atrasados,há dívidas em quase todos os setores e que precisam ser quitadas.


“A merenda está atrasada há quatro meses, há uma série de programas sociais que não estavam sendo transferidos ao município, o que a gente quer é regularizar, olha a problemática. A gente quer fazer uma gestão transparente, mas a gente tem de arrumar a casa primeiro”, declarou.


Para participar do programa federal, uma missão do Ministério da Economia esteve em Goiânia por três dias para analisar as contas e débitos.


O grupo foi embora na quarta-feira (16) e, para a secretária, o encontro foi produtivo. A expectativa da Sefaz é receber um posicionamento até meados de fevereiro.


“Foi ótima a visita. Eles tiraram dúvidas, esclarecemos dados, as conversas foram produtivas. Eles voltaram para Brasília com essas informações, vão analisar os dados", disse.


Também já estão em estudo ações para a contenção de despesas. No entanto, elas ainda não podem ser divulgadas.


“O custeio dobrou de R$ 700 milhões em 2016 para R$ 1,4 bilhão em 2017.


Isso de um ano para outro, vamos olhar cada item, o que aumentou e identificar onde está o problema para puxar o freio de mão”, declarou.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

00 A Banner WhatsAppecontatos RadioEldorado1