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Infestação de mosquito da dengue coloca Goiás em estado de alerta

Por Marcelo Justo 28 Novembro 2018 Publicado em Saúde
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Mais Goiás

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou na manhã desta quarta-feira (27/11) na Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), os dados mais recentes do Levantamento de Índice Amostral (LIA) e do Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti (LIRAa).


Segundo coordenador geral do combate ao Aedes da SES-GO, Marcelo Rosa, o índice de infestação predial, responsável por mensurar quantos imóveis possuem criadouro do mosquito, subiu de 0,22% para 1,10%.


O resultado representa um aumento de 400%, causando preocupação nas autoridades da pasta.


Até outubro, foram confirmados 52 mil casos de dengue em todo o estado.


“Essa porcentagem de 1,10% já coloca Goiás em estado de alerta. Três municípios foram classificados em situações de alto risco e outros sete como médio risco. Quando comparamos os anos de 2017 e 2018 com 2015 e 2016 percebemos que houveram incidências menores. Isso fez com que a população tivesse a sensação de segurança em relação ao vírus e isso acabou acomodando uma parcela da população, que deixou de tomar os devidos cuidados com o acúmulo de água”, explica.


Segundo o coordenador, por mês, cerca de 6 mil imóveis são identificados com foco do mosquito.


Após a identificação, o agente de saúde realiza a eliminação do criadouro para evitar a proliferação do mosquito responsável por transmitir o vírus da dengue, zika e chikungunya.


O boletim epidemiológico de classificação de risco realizado pela SES-GO mostra que 10 municípios goianos encontram-se em situações de médio e alto risco de dengue.


O município de Bom Jardim de Goiás está em primeiro lugar da classificação de alto risco, seguido por Porteirão e Crixás.


Já os municípios de Aragoiânia, Santa Terezinha de Goias, Doverlândia, Vila Propício, Abadia de Goias, Edealina e Santo Antônio da Barra, foram classificados em situações de médio risco.


“Este ano infelizmente tivemos 62 óbitos confirmados pelo vírus da dengue e outros 30 estão em investigação. Ano passado tivemos mais de 42 mil casos de notificações de dengue em Goiás e este ano tivemos mais de 55 mil. Um aumento de cerca de 23%”, declara.


De acordo com informações da pasta, o chamado sorotipo 2 do vírus da dengue foi o vírus mais encontrado entre as pessoas acometidas.


Este tipo é conhecido por ser o mais agressivo e mais difícil de ser tratado.


Combate ao mosquito
“Nós estamos desenvolvendo um trabalho de conscientização da população para conseguirmos combater o vírus no estado. Estamos reforçando a força tarefa ‘Goiás Contra o Aedes’ que já fazemos e somos destaque. Nós fazemos a mobilização mensal de cobertura aos domicílios”, explica.


Segundo o Marcelo, a maior incidência ocorre nas residências das regiões urbanas e os criadouros predominantes são o lixo acumulado e reservatórios de água, como balde ou caixa d’água.


As equipes de agentes de saúde realizam o manejo ambiental dos municípios indo de casa em casa para verificar possíveis criadouros do mosquito, realizar a prevenção e conscientização dos moradores sobre os cuidados a serem tomados com o acúmulo de água.


Segundo dados da SES-GO, no ano passado, foram confirmados 4.998 casos de zika no estado, já em 2018 foram 1.884.

Um decréscimo de 62,30%. Os municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Trindade possuem o maior número de notificações com 558, 232 e 164 casos respectivamente.


“Não houve uma circulação intensa do zika vírus e da chikungunya no estado de Goiás este ano, mas que se não tomarmos os devidos cuidados, podemos começar 2019 com uma grande infestação dos vírus transmitidos pelo aedes”, explica o coordenador.


Dicas de prevenção
Segundo o coordenador, a melhor maneira de combater o mosquito é a prevenção.


A maior quantidade de casos encontrados foi em domicílios utilizados como residência, por isso é muito importante que as pessoas entendam seus papeis na missão de contribuir com os cuidados e também de envolver a comunidade no combate ao transmissor.


De acordo com Marcelo, descartar o lixo da maneira correta em uma lixeira ao abrigo da chuva; manter sempre as calhas e as lajes limpas e secas; colocar areia nos pratinhos das plantas e sempre trocar a água do animal doméstico, são alguns dos cuidados básicos para evitar o mosquito.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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