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OUTUBRO ROSA | Campanha reforça debate sobre o câncer de mama

Por Marcelo Justo 02 Outubro 2018 Publicado em Saúde
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

O mês de Outubro chegou e com ele, veio junto um movimento internacional que chama atenção sobre a causa do câncer de mama, denominado Outubro Rosa.


O que é importante destacar é que a descoberta do câncer no início aumenta as chances de tratamento e cura.


Esse foi o caso da Vera de Souza Dias Medeiros, de 61 anos, moradora de São Paulo.


“Fui fazer exames de rotina, normal, em 2015 e eu não tinha feito em 2014 só. Quando eu fiz a mamografia veio o primeiro susto, porque me mandaram fazer ultrassom. Fiz o ultrassom, me chamaram. Nessa hora o chão abriu, fiquei bem assustada. Foi um susto muito grande”.


Para mulheres entre 50 e 69 anos, a indicação do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento seja feita a cada dois anos.


Esse exame pode ajudar a identificar o câncer mesmo antes do surgimento dos sintomas.


O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor.


O que é válido ressaltar é que há vários tipos de câncer de mama.


Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.


O câncer de mama da Vera, por exemplo, foi bem agressivo. Ela tinha 21 gânglios, mas conseguiu retirá-los.


“Fiz algumas biópsias, foi constatado mesmo um câncer; um câncer bem agressivo. Não precisei tirar a mama, foi só um quadrante. Mas tive que fazer o esvaziamento axilar, porque eu tinha gânglios comprometidos. Então eu tirei 21 gânglios. Mas fiz um tratamento super tranquilo, apesar de fazer químio e radio, eu fui muito bem no tratamento. Eu reagi muito bem”.


O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. A recomendação dos médicos é que essa avaliação seja feita antes dos 35 anos somente em casos específicos.


Por meio do autoexame, é possível verificar se há indício de alguns dos sintomas, como presença de caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); e pequenos nódulos localizados embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.


Segundo a médica da Gerência de Saúde do Sistema CNC-Sesc-Senac, Simone Assumpção, os fatores de risco são divididos em comportamentais, hormonais e hereditários.


“Os fatores de risco comportamentais são: obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo exagerado de bebida alcoólica e exposição inadequada a raio x, mamografia e tomografia. Os hormonais são: primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, não ter amamentado, ter feito reposição hormonal pós menopausa, principalmente por mais de 5 anos. Os fatores genéticos são: história familiar de câncer de ovário e câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos”.


De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, o Inca, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Ouça áudio abaixo.


Rádio Eldorado, com informações da Agência do Rádio

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