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GOIÂNIA | Homem usava a beleza e a lábia para furtar celulares de estudantes de medicina, diz delegado

Por Marcelo Justo 04 Julho 2018 Publicado em Região
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Rodrigo Ferreira, 32 anos Rodrigo Ferreira, 32 anos Reprodução/TV Anhanguera

Um homem de 32 anos é suspeito de furtar celulares de estudantes de medicina no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) e em universidades de Goiânia.


Segundo a Polícia Civil (PC), Rodrigo Ferreira Bezerra de Souza pedia o celular das vítimas emprestado para fazer uma ligação e, em seguida, sumia.


A corporação informou que ele confessou os crimes.


“Ele tem boa aparência, tinha uma lábia boa, se aproximava das vítimas educadamente, parecia de classe média alta, e isso o ajudava a enganar as vítimas”, explicou o delegado responsável pelo caso, Washington da Conceição.


O G1 tenta localizar Rodrigo de Souza. O delegado informou que não possui o telefone do suspeito.


O Hospital das Clínicas, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), informou, em nota, que o “suspeito estava sendo monitorado pela equipe do Setor de Segurança desde o início de maio de 2018 após denúncias de algumas vítimas de furtos dentro da unidade”.


Segundo a instituição, no último dia 25, o suspeito foi abordado por seguranças, reconhecido por três vítimas e encaminhou o homem para a delegacia de polícia.


Investigação
Quatro mulheres e quatro homens registraram os furtos no 9º Distrito Policial, desde abril.


“Ele se passava como aluno de medicina, pedia o celular para fazer a ligação, dizia que estava ruim o sinal, saía para outra área e furtava os aparelhos”, detalhou o advogado.


Câmeras de segurança registraram, segundo o delegado, a abordagem de Rodrigo. No entanto, as imagens já foram encaminhadas para a perícia.


O delegado explicou que apenas encaminhou o homem à delegacia e o interrogou, pois não estava com celulares roubados para configurar flagrante.


O suspeito alegou que vendia os celulares em camelódromos de Goiânia.


“Ele confessou para mim e para a escrivã que cometia os crimes como hobby, para ajudar no gasto dele. Ele vendia por R$ 150 o celular. O preço médio que foi informado pelas vítimas era que cada aparelho custava cerca de R$ 2 mil”, relatou Washington.


O delegado disse que Rodrigo já responde, desde 2014, por furtos e roubos. A polícia acredita que ele tenha feito outras vítimas, mas que não registraram boletim de ocorrência.


“Muitas vítimas não vieram fazer ocorrência, a vítima fica com remorso, vergonha por ter sido inocente, fica com raiva de si mesmo”, disse Washington.


Rodrigo será indiciado por furto qualificado. Caso seja condenado, pode pegar de 2 a 8 anos de prisão.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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