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Banco Central diminui expectativa de crescimento do país em 2018

Por Marcelo Justo 01 Julho 2018 Publicado em Economia
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

O Banco Central (BC) diminuiu a expectativa de crescimento do país, neste ano, de 2,6% para 1,6%.


O número, divulgado nesta semana, derruba a sequência de estimativas do BC, que em dezembro do ano passado, tinha aumentado a previsão do Produto Interno Bruto em quase meio por cento.


Em março, o Banco Central havia mantido a expectativa de crescimento do país em 2,6%.


No entanto, o cenário pessimista que se instalou nos primeiros meses do ano com a retomada da atividade econômica e a greve dos caminhoneiros refletiu na previsão do PIB para o ano.


Para o especialista do Conselho Federal de Economia, Antônio Correa de Lacerda, o crescimento do país deve ser ainda menor que a expectativa anunciada pelo BC de 1,6%.


Ele explica que a alta taxa do desemprego, o valor alto do crédito e a falta de investimentos estão impedindo a retomada da economia.


“Para mim não foi surpresa. O governo criou uma falsa expectativa de que esse ano a economia iria crescer. Mas, em verdade, nós temos um desemprego muito elevado, a renda das pessoas muito restrita, o crédito muito caro e, além disso, o investimento também nos menores níveis. Então, nada aponta para um crescimento. Eu vejo que o desempenho deste ano será muito parecido com o do ano passado, quando crescemos cerca de um por cento”.


O Banco Central também diminuiu a expectativa de crescimento da indústria do país para este ano em quase dois pontos percentuais, saindo de 3,1% para 1,6%.


Os setores que podem terminar o ano com retração são indústria de transformação e construção civil.


O economista lembra ainda que a indústria do país é responsável por alavancar outros setores, como o de serviços.

Ele ressalta que sem políticas públicas incentivadoras de novos investimentos, o setor industrial tende a sofrer ainda mais.


“O juro básico no Brasil caiu, mas os juros ao tomador final, aos consumidores, aos empresários continuam muito elevados e a indústria sente muito efeitos dos problemas estruturais. Nós vivemos um processo de desinsdustrialização no Brasil. Não é de hoje e, não está sendo feito nada para melhorar. Nós não temos uma política industrial e medidas que possam favorecer o crescimento do setor industrial, que é o setor que puxa também o setor de serviços”.


Já inflação pode ter pequena alta em relação às expectativas do último trimestre, que era de 3,8%.


Agora, o BC estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, feche o ano em 4,2%.


O relatório do Banco Central prevê que a taxa de juros praticados no país continue em 6,5%. No entanto, esse número ainda pode mudar no decorrer do próximo semestre.


De acordo com números da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio do IBGE, publicada nesta sexta-feira (29), a taxa de desemprego no país se manteve estável nos meses de março, abril e maio.


No entanto, cerca de 13 milhões e 200 mil brasileiros ainda estão desempregados. Ouça áudio abaixo.


Rádio Eldorado, com informações da Agência do Rádio

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