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Entidades ligadas ao agronegócio criticam tabela de fretes da ANTT

Por Marcelo Justo 10 Junho 2018 Publicado em Brasil
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

Os ajustes nos preços de frete, anunciados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), causaram debates em diferentes setores da economia, mesmo após a revogação.


Por parte de entidades ligadas ao agronegócio, a medida é vista como prejudicial à competitividade brasileira e ao preço final repassado ao consumidor.


Um dos pontos de negociação para o fim da greve dos caminhoneiros, o tabelamentos dos fretes fixa novos preços para o serviço, levando em conta fatores como quilometragem, quantidade de eixos, além de considerar as naturezas das cargas, divididas entre carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel.


No entanto, os reflexos negativos apontados por diversos setores produtivos fizeram com que as autoridades recuassem e revogassem a decisão.


A tabela dos fretes com os preços foi publicada na quinta-feira (07/06) e foi mal recebida por representantes do agronegócio.


Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a entidade sempre se posicionou contra a tabela de preços.


Fez questão de ressaltar de que o segmento de proteína animal depende fundamentalmente do transporte rodoviário e de que o modelo vigente sempre atendeu à demanda.


Na visão de Santin, as consequências da adoção do novo modelo de preços para o frete seriam insustentáveis.


“Representa aumento de preços. Não tem como não ter aumento de preços porque é aumento de custo. Nós não sabemos, somos uma entidade que não trabalha com preços, não sei qual o preço que cada empresa cobra, mas dependendo da empresa, situação e da sua conformação de logística, vai encarecer de acordo com cada caso. Digamos que a empresa fazia pequenos trajetos ou maiores trajetos. Por exemplo, uma empresa faz um trajeto de 90 quilômetros, 100 quilômetros. (A partir do quilômetro) 101, a tabela já pula para outro patamar. Essas diferenças, de um quilometro ou dois quilômetros, eram acertadas entre as partes. Com a imposição, vão ter que colocar um aumento que muitas vezes inviabiliza”.


Outra entidade que representa os produtores rurais e também se posicionou contrária à medida do governo foi a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


Em nota publicada no site oficial, a CNA alertou que produtos como grãos chegariam a ter valores 152% mais caros, com um encarecimento de até R$ 13 mil no transporte do Mato Grosso ao Porto de Santos, principal rota para a exportação.


O texto, assinado pelo presidente João Martins, afirma que "a tabela não consideraria a interação entre todos os atores que compõe o sistema de transporte rodoviário". Ouça áudio abaixo.


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Rádio Eldorado, com informações da Agência do Rádio

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