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Justiça condena Eduardo Cunha a 24 anos de prisão por fraude na Caixa

Por Marcelo Justo 02 Junho 2018 Publicado em Política
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Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Reprodução

O ex-deputado Eduardo Cunha foi condenado nesta sexta-feira (1º), pela Justiça Federal, a 24 anos e dez meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de corrupção no processo que apurou pagamento de propina de empresas interessadas na liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) na Caixa Ecônomica Federal.


Na mesma sentença, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves recebeu pena de oito anos e oito meses de prisão.


A investigação foi baseada nos depoimentos de delação premiada do ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, e ddoleiro Lúcio Funaro, que também foram condenados.


Em um dos depoimentos, Fábio Cleto acusou Eduardo Cunha de receber 80% da propina arrecadada entre empresas interessadas na liberação de verbas do FI-FGTS.


Na sentença, o juiz Vallisney Souza Oliveira disse que Eduardo Cunha tinha pleno conhecimento da ilicitude dos desvios de recursos e do recebimento de propina.


Eduardo Cunha já está preso, por determinação do juiz Sérgio Moro, após ter sido condenado em outro processo, da Operação Lava Jato, a 15 anos de prisão por recebimento de propina em contrato da Petrobras.


"Além disso, era figura central no esquema criminoso apurado, tendo feito do aparato estatal para a prática de crimes. Possuía boas condições financeiras e, apesar de todas essas circunstâncias, não deixou de cometer os graves delitos", disse o juiz.


A Agência Brasil tentou contato com a defesa de Eduardo Cunha, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.


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Rádio Eldorado, com informações da Agência Brasil

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