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Avicultores de Goiás querem que BRF pague custos durante paralisação

Por Marcelo Justo 13 Abril 2018 Publicado em Estado
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Canal Rural

Após a BRF anunciar a suspensão parcial das atividades em quatro unidades de abate, por conta de irregularidades sanitárias, avicultores integrados de Goiás tentam negociar compensações com a empresa.


Eles querem que a companhia forneça uma ajuda de custo para manutenção das granjas.


Mais de 300 avicultores da região de Rio Verde (GO) foram afetados pela suspensão parcial de abates.


"Essas granjas não podem ficar paradas. Dia sim, dia não, tem que ligar equipamentos, senão eles vão se danificar, inclusive gerados de energia", diz o presidente da comissão de Avicultura da Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Faeg), Aloir da Silva.


De acordo com os produtores, a medida é necessária para evitar altos custos na retomada das atividades, quando os abates forem normalizados.


A BRF já recebeu a proposta para custeio da manutenção dos galpões de engorda, mas ainda não houve acordo.


O presidente da Associação Goiana dos Produtores Integrados de Aves, Ovos e Suínos, Osvaldo Soerger, afirma que em outras suspensões de atividade, a empresa pagou o saldo líquido dos integrados, a depreciação de equipamentos e os custos da propriedade.


"Desta vez, quiseram fazer uma proposta de pagar apenas pelo saldo líquido", diz.


A diminuição do volume de abates da BRF se agravou após a Polícia Federal (PF) ter apontado indício de fraudes laboratoriais em carnes processadas pela empresa.


A investigação faz parte da operação 'Trapaça' um desdobramento da operação 'Carne Fraca' e provocou a suspensão parcial das exportações de produtos para a União Europeia.


A BRF informou, em nota, que programou férias coletivas escalonadas dos funcionários da linha de abate, das unidades envolvidas na investigação. Nesse período, a empresa promete realizar ajustes por conta da diminuição da demanda, após o embargo às exportações.


Durante a Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), os avicultores foram chamados para uma nova rodada de negociações.


"A empresa tem que assumir as suas responsabilidades. Obviamente, as denúncias têm que ser apuradas, mas é importante destacar que em nenhum momentos os produtores foram envolvidos nessas denúncias", afirma o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Iuri Machado.


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Fonte: Canal Rural (com adaptações)

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