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Força-tarefa julga processos de presos provisórios em Goiás

Por Marcelo Justo 03 Abril 2018 Publicado em Estado
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

Palco de rebeliões em presídios no começo do ano, Goiás iniciou uma força-tarefa para analisar e julgar processos de presos provisórios no estado.


Por 40 dias, a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) e o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) vão coordenar trabalhos nas unidades prisionais do estado para atualizar o cadastro dos detentos junto ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) e levar o máximo de processos do status provisório para o definitivo.


“A intenção não é contar presos, mas sim analisar e julgar a situação de cada um”, diz a juíza auxiliar da Presidência do TJ-GO, Maria Cristina Costa.


O mutirão teve início nesta segunda-feira (02/04). De acordo com o BNMP, são 16.621 presos no estado, sendo que 7.050 são considerados provisórios que estão no cárcere há mais de 180 dias.


A iniciativa surgiu após reunião realizada em março com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou a realização de forças-tarefas nos estados de Goiás, Roraima e Sergipe.


O sistema carcerário goiano foi destaque no noticiário nacional no começo do ano com duas rebeliões no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, nos dias 1º e 5 de janeiro.


Na primeira delas, nove detentos morreram – sendo dois deles, decapitados – e outros 14 ficaram feridos.


De acordo com dados do Ministério da Justiça divulgados no final de 2017, o Brasil ultrapassou a Rússia e atualmente abriga a terceira maior população carcerária do mundo, com 699 mil detentos, atrás somente dos Estados Unidos (2,1 milhões) e da China (1,6 milhão).


Rádio Eldorado, com informações da FolhaPress

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