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Reação de preço estimula aposta na safrinha mesmo em áreas não tradicionais

Por Marcelo Justo 28 Março 2018 Publicado em Agricultura
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Milho Milho Reprodução

A escalada nos preços do milho no Brasil observada no último mês estimulou produtores de regiões que tradicionalmente não plantam grandes áreas de safrinha, como o leste de Goiás, o Triângulo Mineiro e o noroeste de Minas Gerais, a arriscar o cultivo do cereal na segunda safra.


O cenário foi percebido pelo Broadcast Agro durante a passagem da Equipe 6 do Rally da Safra, expedição organizada pela Agroconsult, pelos dois Estados, no início deste mês.


O produtor João Bosco Soriani destinou 660 hectares ao milho safrinha na região de Santo Antônio do Rio Verde, distrito do município de Catalão, em Goiás, ante o plano inicial de semear apenas entre 100 e 150 hectares.


Ele já havia semeado o grão de verão em 170 hectares, junto com 3.330 hectares de soja.


“Estou em uma região de altitude de 800 a 850 metros. A chuva acaba mais cedo e há uns veranicos (períodos prolongados de tempo quente e seco) maiores, então tradicionalmente a minha finalidade é a safra de verão, seja de soja ou milho”, informa.


Contudo, a recuperação das cotações do cereal o estimulou a investir mais no milho de inverno.


“No ano passado, eu não plantei nada de milho safrinha. Mas muita gente plantou e tivemos milho a R$ 18/saca (preço pouco remunerador, abaixo do mínimo para a região).” Neste ano, porém, como a colheita de soja foi iniciada no carnaval, em 10 de fevereiro, ele viu que conseguiria ainda plantar o milho safrinha dentro de uma janela sem tantos riscos climáticos. Os planos iniciais eram para 100 a 150 hectares para a lavoura de inverno. “Comprei uma semente com tecnologia um pouquinho melhor e plantei, mesmo com muita chuva, que deu muito problema para semear”, relata.


Entretanto, com a disparada de preços motivada pela retração de vendedores diante da quebra na Argentina e do atraso no plantio no Brasil, Soriani reviu seus planos e investiu numa área ainda maior, chegando aos 660 hectares atuais.


“O milho que estávamos vendendo a R$ 26 foi a R$ 30-R$ 32 por saca na região”, afirma.


Para ampliar a área, contudo, o produtor optou por uma semente de menor tecnologia e conseguiu descontos porque ainda havia estoque na região.


Conforme produtores do entorno de Catalão, que conversaram com a Equipe 6 do Rally, a opção foi, de fato, investir menos nas sementes de milho por causa do maior risco climático, apesar da expectativa de que as chuvas se prolonguem até maio na região.


Soriani pretendia cultivar o milheto no inverno e já havia até comprado as sementes, que agora estão guardadas. A oportunidade de venda do milho a um valor maior pesou na decisão.


“Além disso, a palhada do milho é melhor do que a do milheto”, explica o agricultor.


Fonte: Estadão, resumida pela Equipe BeefPoint (com adaptações)

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