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Deputado solicita intervenção militar em Goiás; Plenário nega requerimento

Por Marcelo Justo 21 Fevereiro 2018 Publicado em Estado
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Assembleia Legislativa de Goiás Assembleia Legislativa de Goiás Reprodução/Mais Goiás

O requerimento que solicitava intervenção militar na Segurança Pública Goiana foi negado em plenário pelos deputados.


A proposição, protocolada pelo deputado José Nelto (MDB-GO) na tarde de terça-feira (20/02) só recebeu votos favoráveis dos correligionários Lívio Luciano e Vagner Siqueira.


Para justificar o pedido, José Nelto utilizou de números divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Ministério da Justiça.


De acordo com os dados, Goiás possui uma taxa de homicídios maior que a do Rio de Janeiro, onde foi autorizada nesta semana a intervenção do Governo Federal.


“Tenho dados reais, concretos de que a violência em Goiás, registrou, em 2017, 43,8 homicídios para cada 100 mil habitantes do estado. No rio, o índice foi de 37,8. Ou seja, aqui temos mais homicídios”, sublinha.


A justificativa para o requerimento, segundo o político, vai além.


“Estou chamando a atenção do Estado, já que o governo não faz concurso, sucateou a Segurança Pública. Aqui, apenas 8% dos crimes são elucidados. Há toque de recolher em cidades do Entorno do Distrito Federal. Se não vier uma reação dura agora... Não dá pra brincar. Vida é uma só”.


Posições contrárias
Durante a sessão em que o requerimento foi negado, o deputado Major Araújo, que é policial militar, se colocou contra a proposta.


“Aqui não tem ambiente pra isso, precisamos é de intervenção do Governo Estadual. Aqui o clima é favorável á segurança pública. Os policiais não perderam o controle. O que não tem é estrutura para trabalhar. O caso é muito distinto do Rio de Janeiro, onde eu apoio a intervenção”, revela.


Porém, para Major Araújo, a intervenção de Temer é “puramente política”. A intervenção foi autorizada, mas cadê a estrutura? As forças armadas terão que contar com as forças policiais, que não tem estrutura alguma. Ainda, estão em um ambiente desfavorável, controlado por traficantes e onde a polícia não entra. Essa é uma intervenção de fachada. Se fosse pra valer, teria garantias e apoio do governo”, completa.


A deputada Isaura Lemos (PCdoB) também posicionou-se contrária ao requerimento, apesar de pertencer à bancada de oposição, liderada por José Nelto. Ela argumentou que a intervenção militar na Segurança Pública carioca não teria sido decretada para combater a violência, e sim para fazer um espetáculo midiático.


“Precisamos de políticas públicas sérias e permanentes, com investimento em inteligência para derrubar a rede que comanda o crime organizado”, finalizou.


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Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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