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Policiais reclamam que têm o salário mais baixo do país e dormem em delegacias por não ter dinheiro para aluguel, em Goiás

Por Marcelo Justo 23 Janeiro 2018 Publicado em Estado
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Colchões Colchões Reprodução/TV Anhanguera

Agentes e escrivães substitutos da Polícia Civil (PC) de Goiás reclamam do baixo salário e contam que, como foram remanejados para o interior, não têm condições de pagar o aluguel de uma casa com os R$ 1,5 mil que recebem.


Eles afirmam que o salário é mais baixo do país do setor. Por isso, muitos estão dormindo nas próprias delegacias.


“Gostaria de permanecer, gosto da carreira, mas não sei até quando vou suportar”, disse um escrivão de 31 anos, que prefere não se identificar.


Ao todo, 397 agentes e escrivães tomaram posse no dia 5 de setembro de 2017 e recebem R$ 1,5 mil. O escrivão ouvido pelo G1 conta que ganhava R$ 6 mil no emprego anterior e, em busca de estabilidade estudou para o concurso. Após ser aprovado, o servidor se mudou para uma cidade a 600 km de onde morava. Sem dinheiro, ele e mais quatro novatos adaptaram dois cômodos de uma delegacia para que pudessem dormir no local.


Assim que o expediente termina, às 18h, eles fecham as portas e ficam trancados no interior da unidade. Porém, várias vezes eles têm de atender a moradores.


"A gente não tem privacidade, segurança, a gente apreende armas e drogas, se algum bandido quiser roubar, é um local perigoso", avalia o escrivão.


O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) explicou que muitos servidores novatos enfrentam a mesma dificuldade, mas ainda não calculou quantos.


“Há os que estão dormindo de favor, os que estão na casa de parentes e amigos, os que o aluguel está sendo pago pelos pais. O salário não é suficiente para suprir a demanda”, disse a vice-presidente da entidade, a escrivã Keithe Amorim de Souza.


Para Keithe, que trabalha há 18 anos como escrivã, tanto os cidadãos quantos os policiais podem ser prejudicados devido a essa situação.


“O policial não descansa a mente e o corpo como deveria. O estresse emocional é muito maior e isso recai no cidadão. As delegacias já têm estrutura precária e, associado ao policial que está menos descansado e ganhando mal, pode ser um desastre”, opina Keithe.


Um reflexo do baixo salário é a quantidade de exonerações. Segundo o sindicato, até esta segunda-feira (22), 12 já tinham entraram com processo para deixar a corporação.


Aumento salarial
O Sinpol-GO alega que, assim que começaram as discussões para a criação dos cargos de agentes e escrivães substitutos, havia entrado com ações questionando a medida.


Segundo a entidade, o governo usou vagas disponíveis para terceira classe para criar a nova categoria, que tem as mesmas atribuições, mas com salário menor.


Agora, como já houve até a posse dos substitutos, o Sinpol-GO sugere que os aprovados sejam promovidos para terceira classe. Assim, eles passariam a receber R$ 5.134,14, ou seja, quase três vezes mais.


“Todos que fizeram o concurso sabiam, que nos três primeiros anos seriam assim. Além de reajuste, eles ainda terão auxílio de R$ 500 para alimentação. Todo mundo que ganha menos de 5 mil no estado, vai ter apartir deste ano, um auxílio de R$ 500”, revelou em entrevista o governador Marconi Perillo.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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