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Pesquisa da UFG analisa contexto familiar de mulheres em situação de violência

Por Marcelo Justo 18 Agosto 2017 Publicado em Educação
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Mais Goiás

Com o objetivo de compreender a intergeracionalidade do comportamento violento, isto é, a perpetuação de tais condutas entre duas ou mais gerações, pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) entrevistou mulheres que sofrem agressões dentro do ambiente domiciliar.


O estudo avaliou o contexto familiar da infância dessas mulheres, o relacionamento conjugal delas e quais as ajudas buscadas por elas na tentativa de solucionar o problema das agressões.


As entrevistadas tinham um perfil semelhante: mulheres com pouco mais de 30 anos de idade, com filhos, de classe social baixa, que tiveram acesso a educação de forma limitada e que foram atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia.


Após uma análise das entrevistas, a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Paula Pereira, sob orientação do professor da Faculdade de Enfermagem, Marcelo Medeiros, agrupou os resultados em quatro categorias básicas.


O contexto familiar na infância dessas mulheres foi a primeira delas. Os relatos demonstraram que as entrevistadas foram abandonadas por parte da mãe ou do pai, vivenciaram abusos físicos e sexuais e sofreram pelo uso de bebidas alcoólicas por parte dos cuidadores.


A segunda categoria analisou a intergeracionalidade do comportamento violento, tanto a sofrida por parceiros íntimos, tal como presenciaram na infância, e em relação aos seus filhos, analisando assim como eles se comportam diante da violência.


A terceira categoria verbalizou as expectativas futuras de cada mulher. Foi possível identificar que algumas estavam em situação de total desespero, com poucas esperanças de mudança. Já outras declararam, orgulhosas, as transformações em suas vidas, além de listarem diversos planos para o futuro.


A última verificação contextualizou a rede de atenção à violência contra a mulher e registrou que muitas vítimas deixam de buscar suporte por medo de ameaças do agressor, além de sentirem vergonha. Noutros casos, as mulheres se tratavam às escondidas ou procuravam a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.


Violência contra a mulher
A violência contra a mulher não é só física, existindo outros tipos de abuso, como o psicológico. Em 2014, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 13 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil.


Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, pelo disque 180, contabilizou quase 53 mil denunciantes de violência, sendo que desse total, 77% afirmaram ser vítimas semanais de agressão e em 80% dos casos a vítima tinha contato afetivo com o agressor.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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