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UFG alerta sobre risco de extinção da raposa-do-campo

Por Marcelo Justo 13 Julho 2017 Publicado em Região
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raposa-do-campo raposa-do-campo Reprodução/Mais Goiás

A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), também conhecida como raposinha, é um dos menores canídeos do mundo, tendo sua ocorrência registrada exclusivamente no Cerrado brasileiro. Contudo, ainda pouco se sabe sobre a espécie.


Para conhecer melhor os hábitos do animal e entender como ele vive em áreas de agroecossistemas, um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) tem monitorado alguns exemplares encontrados no município de Cumari, no Sul Goiano.


Os estudos chegaram à conclusão que a espécie corre risco de extinção. Além disso, segundo os pesquisadores, quase 50% das mortes desses animais fora de unidades de conservação são de causa humana.


Diferente da maior parte dos estudos de canídeos já realizados, que quase sempre ocorre em territórios protegidos, como parques nacionais, a pesquisa coordenada pelo professor do curso de Ciências Biológicas da Regional Catalão da UFG, Frederico Gemesio Lemos, monitora as raposinhas em uma região de fazendas privadas no sudeste de Goiás.


“Animais silvestres que vivem em áreas alteradas pela atividade humana estão sujeitos a diferentes pressões humanas, mas foi uma surpresa descobrir que praticamente metade das causas de morte dos animais que monitoramos, alguns por até dez anos, foram provocadas pelo homem”, avaliou o docente.


Os pesquisadores perceberam também que a maioria das raposas-do-campo morre com apenas oito meses de idade.


“Seja por tiro, envenenamento ou enterrando a toca com os filhotes, os homens têm contribuído para o desaparecimento dessa espécie. Existem pessoas que chegam a mostrar o colar transmissor, afirmando ter matado a raposa que era estudada”, lamenta Frederico Gemesio Lemos.


Segundo ele, os poucos estudos sobre o animal e a desinformação geral da comunidade devem ser as principais causas dessa realidade.


Metodologia
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores instalaram colares com radiotransmissores e brincos de identificação numerados nos animais monitorados. Dessa forma, eles tentam compreender, por exemplo, como a raposa-do-campo interage com outras espécies, se ela faz parte do ciclo de diferentes parasitas e se é vítima ou não de agressões por parte do homem.


A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), também tem focado parte de suas ações na divulgação da raposinha em escolas, órgãos ambientais regionais, estaduais e federais, e na internet.


Curiosidades
Além do risco de extinção, os pesquisadores também identificaram algumas peculiaridades da espécie, que é carnívora, mas tem como uma das principais fontes de alimentação o cupim.


Eles também avaliaram o papel dos machos na criação dos filhotes da raposa-do-campo, já que, diferente de outras espécies, são eles os responsáveis por levar comida e pajear filhotes, além de defender o grupo de possíveis agressores, enquanto a fêmea passa as noites se alimentando e amamentando os pequenos entre intervalos que podem durar horas.


Os estudos também acompanharam o momento em que filhotes deixam suas áreas para viver por conta própria, deslocando-se algumas vezes por mais de 15 km.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

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