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Conta de energia vai ficar mais cara a partir deste mês em todo o País

Por Marcelo Justo 02 Novembro 2016 Publicado em Economia
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu que as faturas de energia terão a cobrança da chamada "bandeira amarela" neste mês de novembro. Com isso as contas de luz no mês de novembro voltarão a ter uma cobrança adicional.

 

Com essa decisão, o consumidor pagará R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

 
"A bandeira amarela é um alerta de que os reservatórios das hidrelétricas estão baixando o nível, com isso, o governo tem que ligar os geradores a diesel.O custo da energia eleva e é repassado para a população", disse o engenheiro eletricista João Olívio Rodrigues.


Essa decisão foi tomada em razão da piora nas condições de geração de energia elétrica no País devido à seca. Nesse cenário, o governo decide poupar a água das hidrelétricas e acionar as usinas térmicas, que geram energia mais cara a partir de combustíveis fósseis.


As térmicas acionadas este mês possuem um custo de geração acima de R$ 211,28 por megawatt-hora (MWh) e, quando o custo de geração supera esse valor, é preciso acionar a "bandeira amarela".


Em outubro, vigorou a "bandeira verde" que não traz custo adicional nas contas de luz. Essa situação prevaleceu entre abril e outubro de 2016 e a última vez em que o regime de bandeiras gerou cobrança adicional aos usuários foi em março de 2016. Antes disso, durante todo o ano passado e em janeiro e fevereiro, vigorou a "bandeira vermelha".


No período sem cobrança adicional, a Aneel explicava a manutenção da "bandeira verde" pela evolução positiva das chuvas durante o chamado "período úmido" de 2016 e também pela redução da demanda por eletricidade decorrente da retração econômica, além da entrada em operação de novas usinas no sistema.


Em novembro, porém, houve mudança no sistema de formação de preço da energia no mercado de curto prazo. O sistema passou a considerar a vazão real de energia das usinas do nordeste, que estão sendo fortemente afetadas pela seca. Embora essas usinas estivessem gerando menos energia que a média histórica, o sistema anterior considerava o quadro dentro da normalidade na geração - o que mantinha os preços mais baixos. Com o cenário real de geração incluída no sistema, os preços de energia acabaram subindo. ()


Inflação
Após a Aneel decidir decretar bandeira tarifária amarela em novembro, cálculos do economista Fábio Romão, da LCA Consultores mostraram que essa mudança na cor da bandeira tarifária de verde para amarela em novembro deve provocar um impacto direto de cerca de 0,10 ponto porcentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Com isso, a projeção da consultoria para o IPCA de 2016 passou de 6,79% para 6,90%. "Podem ter desdobramentos também indiretos, mas é mais difícil mensurar", disse.


Com a alteração, Romão modificou sua estimativa para o IPCA fechado de novembro de alta de 0,29% para 0,38%. Já a projeção para dezembro saiu de 0,63% para 0,65%.


Por enquanto, o economista segue estimando que o IPCA poderá fechar 2017 perto do centro da meta de 4,50%. Dados os alívios recentes, ele conta que recentemente diminuiu a projeção para a inflação do próximo ano de 5,10% para 5,00%. "Pode ser que tenha a volta da bandeira verde", justificou.

 

tarifas

Fonte: Estadão Contéudo (com adaptações)

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