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MP-GO ameaça propor ação judicial se efetivo policial não aumentar

Por Marcelo Justo 28 Fevereiro 2016 Publicado em Segurança
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PM PM Reprodução/TV Anhanguera

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) defende que é preciso, de forma urgente,  aumentar o efetivo policial para o combate à violência no estado. Promotores de Justiça cobram a realização de novos concursos e o chamamento dos candidatos que já foram aprovados em outros processos. Caso essas medidas não sejam tomadas, o Governo de Goiás poderá ser acionado judicialmente.


“O caminho é investir em pessoal. É uma coisa para hoje. A realização de concursos, especialmente da Polícia Civil, chamamento dos concursados da Polícia Técnico-Científica , chamamento dos concursados da Agência Prisional, chamamento dos concursados excedentes da Polícia Militar. Se nós não tivermos nenhuma perspectiva de solução por intermédio das negociações, não nos restará outra alternativa senão nos socorrermos das medidas judiciais”, declarou o promotor de Justiça Giuliano da Silva Lima.


Na última quarta-feira (24/02), ao anunciar uma força-tarefa de combate à violência no estado, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), destacou que haverá concursos e nomeação de policiais militares, civis e da Polícia Técnico-Científica. No entanto, ele não informou quando aumentará o efetivo.


A necessidade de concursos foi reforçada pelo vice-governador José Eliton (PSDB) ao assumir o comando da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSP-GO), na quinta-feira (25).  "Há uma análise sendo feita para resolver essa questão. Tive uma reunião com o governador e a secretária da Fazenda. Nós estamos discutindo essa questão sob o aspecto do olhar para o Tesouro quanto para a legalidade desta convocação", declarou o secretário.


Fechamento de delegaciais

Quem vive na capital critica ações adotadas pela secretaria, como o fechamento de cinco delegacias durante a noite, pois os casos se acumulam na Central de Flagrantes, no Setor Cidade Jardim, que fica sobrecarregada.


“Você chega aqui justamente para registrar um boletim de ocorrência e falam pra você voltar depois porque não está tendo atendimento. A sensação é que você está desprotegido, que você não tem suporte, não tem pessoas para te atender, para te ajudar”, desabafa uma vítima que não quer ser identificada.


Assim, apenas um local está disponível para atender a 1,4 milhão de goianienses e às ocorrências atendidas pela Polícia Militar a partir das 18h. Segundo a secretaria, a ação foi colocada em prática com o objetivo de agilizar o registro de ocorrências.


Policiais sobrecarregados

Para o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Luiz de Oliveira, o fechamento de delegacias também afeta o trabalho da Polícia Militar (PM).


“Em vez de juntar todas as delegacias num lugar só, tinha que expandir as delegacias para a periferia, onde o cidadão não tem como ir, ele é obrigado a ser levado pela PM às vezes. Chega lá a PM reclamava que o flagrante é demorado porque são poucos policias, poucos escrivães. Juntou num lugar só, tem um fila muito grande. Ficam 10, 15 viaturas esperando os procedimentos”, declarou Oliveira.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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